quinta-feira, 28 de junho de 2007



Eu não pretendia abandalhar. Mas gostaria de partilhar uma dúvida : será por esta razão que as mulheres nos levam sempre vantagem na adolescência, na juventude, na maioridade e na velhice ? Têm melhores notas no secundário, tiram-nos o lugar nos bancos das universidades, guardam para si os melhores e mais calmos postos de trabalho e por fim morrem mais tarde. Nem se dão conta mas prejudicam, assim, o défice da Segurança Social. Só na meia idade tiramos alguma vantagem...

terça-feira, 26 de junho de 2007

26 de Junho 2007, Terça feira

Algumas curiosidades

Antes de criar este blogue sobre as minhas memórias públicas habituei-me a registar no telemóvel algumas curiosidades que ia lendo e ouvindo. Mas essa memória é volátil por falta de espaço e perdi muitas informações fiáveis que contrariam algumas opiniões maioritárias e outras curiosidades pitorescas e frases lapidares da actualidade e de outras épocas. Umas mais interessantes que outras.
Eis as que sobraram:
1 - O Ministro da Cultura francês avisou as direcções de diversos Teatros de Ópera de várias regiões de França que planeavam exibir a obra de Bizet, Carmen, que não estavam autorizados a transmitir nesses espectáculos qualquer cenário com fumo, cigarros e cigarreiras.
Existia nesta ópera uma personagem, Carmen, que era uma vendedora ambulante de cigarros. O puritanismo políticamente correcto deve ter posto a senhora a vender queijadinhas.
(informação colhida no Público em Março ou Abril de 2007)
2 - Em 1948 (data da criação do Estado de Israel) viviam nos países árabes mais de 800.000 judeus. Agora não chegam a 8 mil. Israel absorveu-os. Foram inicialmente refugiados mas foram sendo integrados. Os refugiados palestinianos vão crescendo desde aquela data e nunca são absorvidos, proliferam. A comunidade internacional alimenta-os com subsídios.
(informação colhida no Público - Esther Mucznick)
Nota minha: Ninguém quer sair da mama e a mama vai crescendo e está descaída. Ensinem-nos a pescar não lhes dêem peixe nem mama.
3 - «... Exalta-se as vítimas como forma de nos redimirmos da nossa má consciência que resulta dos nossos sentimentos de culpa. Vítimas são os pobres, os escravisados, os colonizados, os oprimidos. E deles, militantemente, nos compadecemos. ... »
(frase de Esther Mucznick-Público)
4 - «... Detecto, com repugnância, o eco histérico dos profissionais da indignação, a quem os jornais e as televisões pagam para rugir ritualmente, a horas marcadas, contra a "corrupção" e as "poucas vergonhas. ..."»
(frase de Rui Ramos-Atlântico)
5 - «Os lugares mais sombrios do inferno estão reservados para aqueles que mantêm a neutralidade em tempos de crise moral.»
(frase de Dante Alighieri-Especialista em Infernos)

segunda-feira, 25 de junho de 2007

25 de Junho de 2007, Segunda feira

A histeria anti-tabágica.

Gostamos tanto de ser responsáveis. Que bem que ficamos nessa fotografia. E quem se atreve a criticar-nos essa pose ? Será por tudo isto que é tão fácil ter bons sentimentos e boa consciência ? Passamos por boas pessoas com belas almas e, ainda por cima, a resistência às nossas ideias raramente nos afronta, quer porque nos sentimos acompanhados por milhões que nos acompanham na beleza do espírito (confirmando pelo número o acerto das mesmas) quer porque ninguém sente necessidade de ouvir mencionar a feiura de ideias realistas. Realista e feio não colhe.
São assim os defensores das proibições tabagistas.
A questão dos custos de saúde enche as suas lindas bocas que cândidamente proferem: «os impostos pagos pelos fumadores não chegam nem pouco mais ou menos para cobrir os custos com as doenças causadas pelo consumo do tabaco».
E se alguém põe isso em dúvida, quase o esfolam vivo: «quem põe em dúvida esse pressuposto das políticas anti-tabágicas é porque não conhece o custo astronómico desses tratamentos. Anda neste mundo por ver andsar os outros» e «vê-se que nunca teve ninguém na família com esse problema» e «se ao menos fossem responsáveis e sensíveis e próximos da tragédia como "nós", decerto andariam informados».
O "nós" é aquela multidão. Contra a multidão, os "irresponsáveis" ficam receosos: «porque estarão todos contra mim ? Que fiz eu de mal ? Não devia ter falado. Afinal não tenho informação suficiente para defender essa posição» e «ainda por cima tenho sorte. Devo ser caso único, dizem».
É mais um que se irá calar e passar para o lado do "nós", quanto mais não seja para não se denunciar na infame sorte de ser o único saudável.
Este que vos escreve já passou pela farsa descrita. E surpreendemente hoje a RTP1 abriu o Telejornal das oito da noite com um estudo sobre os custos das doenças provocadas pelo consumo do tabaco. Creio que ninguém instruiu os estudiosos para apresentarem números inflaccionados. Não são verdadeiros cientistas. Esses sempre sabem quais os números a que devem chegar para manter os "nós" correctamente instruídos e de espírito aceso e firme em prol das belas causas.
Parece que se gasta anualmente qualquer coisa como 100 e tal milhões de euros em internamentos e remédios e 300 e poucos milhões em tratamento ambulatório e mais remédios com as doenças respiratórias e as outras provocadas pelo consumo do tabaco que afectam os doentes fumadores e ex-fumadores. Os custos das doenças dos fumadores passivos não estão incluídos no estudo. (Cautela com estes números porque o Jornal da meia noite da SIC Notícias tinha outros: 144 milhões euros apenas, repartidos em 64 milhões para internamentos e remédios e 80 milhões para ambulatório e remédios, também excluindo os custos com as doenças dos fumadores passivos).
Aqui renasce o cepticismo do "irresponsável arrependido" «Agora vou poder lidar com números». Procurou uma fonte credível que lhe desse informação sobre a receita anual dos impostos sobre o tabaco em Portugal e chegou a números interessantes: a receita total foi em 2005 cerca de 1.300 milhões de euros (número a confirmar). «Se este número se confirma como vou poder calar a minha alegria : afinal os fumadores pagam as suas doenças». «Já não são um peso para sociedad. Talvez se possa duvidar da necessidade de perseguir o fumador e se possa pôr fim às leis proibitivas. Talvez...».
E, para a eventualidade de um contra-ataque puritano, o nosso "irresponsável" ainda reservou no bolso um cartucho, para atirar à cara dos "nós". Mas não resisto em denunciá-lo: a maior parte dos fumadores faz descontos para Segurança Social toda uma vida e por causa do seu vício morre cedo, muitas vezes sem chegar à idade da reforma ou pouco depois de lá ter chegado. «Merecem uma estátua estes fumadores» pensou o irresponsável. Afinal são responsáveis por que não seja tão grave o défice da Segurança Social . E "nós" sabemos disso mas mesmo assim não os deixamos em paz.
Sociedade puritana, esta. E que presume ser liberal. Porque também é belo o ideal liberal.
É de facto um pouco repugnante. As almas belas querem ser tudo quanto lhes pareça "correcto". Mesmo que entrem em contradição.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Sexta feira, 22 de Junho de 2007

O TÚNEL.
Meu Deus !! Ontem passei às 19,30 h no TÚNEL do Marquês. Nunca lá tinha passado em hora de ponta. E fiquei impressionado. Muito bem impressionado. Entrei na Fontes Pereira de Melo e saí depois das Amoreiras. Um minuto ? Dois minutos ?? Nem sei. Um pequeno acidente no viaduto Duarte Pacheco provocou um ligeiro abrandamento já fora do TÚNEL.
Mas gostei de ouvir aqui há dias o Dom ZÉ lo Sá Fernandes defendendo-se da sua intervenção em acção popular que conduziu ao embargo da obra. É uma pérola. Diz Dom ZÉ : "este não é o túnel que eu embarguei" e "além disso, ele ainda nem está concluído porque tem problemas de execução por proximidade com o túnel do metro", dizia ele como justificação do mérito da sua acção. Não sabia que a proximidade dos túneis do Marquês e do Metro tinha sido fundamento para o embargo. Mas enfim..., estamos sempre a ser surpreendidos. E é este gajo que os lisboetas se propõe reeleger com aumento de votação. É que os portugueses gostam imenso de políticos que satisfaçam e justifiquem a razão do seu ódio aos políticos, passando à prática as conversas de caserna que têm à mesa de café, queixando-se da corrupção, da incompetência, da desorganização, do clima, do ambiente... . Para melhor ilustração do que digo, veja-se a conversa de messenger que se segue.
E UMA CONVERSA DE MESSENGER QUE COMEÇOU SOBRE O TÚNEL

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: tás aí?

guillermo diz: sim

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: abri um blog há dois dias

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: estou escrevendo a minha segunda mensagem

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas não sei como podes aceder

guillermo diz: sim, e quem o vai ler?

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: para já é a minha memória

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas os meus amigos podem ler e comentar se quiserem

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: tem o seguinte título : "Conservador e Céptico"

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: penso que se consegue entrar procurando em Blogger e presumo que haverá um campo em que se escreva o título do blog

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: ou Blogger Conservador e Céptico logo de início no google

guillermo diz: essas memorias podem ter interesse para quem não te conheça

guillermo diz: se eu escrevesse alguma coisa sobre mim, ias ler?

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: ninguém é obrigado a ler meu caro

guillermo diz: não respondeste

guillermo diz: ou sim?

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: sabes que depende daquilo sobre que escreveres

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: eu hoje escolhi um assunto

guillermo diz: não, eu não tenho blog

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: O Túnel do Marquês. Passei lá ontem pela primeira vez à hora de ponta e entre a Fontes Pereira de Melo e o viaduto Duarte Pacheco levei um minuto

guillermo diz: é foi uma obra muito boa para levar mais carros para dentro da cidade em pouco tempo

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: é o comentário típico de um derrotista

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: nada te satisfaz?

guillermo diz: Eu também entrei pelo túnel na Terça Feira para ir dar baixa à matrícula da moto que me roubaram ha 4 anos e da qual agora me querem cobrar o imposto de selo,

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: cobrar o imposto de selo?

guillermo diz: Cheguei ao Campo Pequeno ás 11.oohs e ate arranjar un lugar onde deixar o carro estive parado en segunda fila 15 min

guillermo diz: Não, o selo do imv

guillermo diz: então fui tirar a senha, tinha 93 pessoas a frente

guillermo diz: quando cheguei ao pé do carro tinha sido multado pelos putos da EMEL, 30 Euros

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas o Campo Pequeno tem um belíssimo estacionamento. Só se ainda não abriu

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: então querias estacionar sem pagar

guillermo diz: Depois fui ao Martim Moniz e voltei as tres da tarde e a minha senha tinha passado, mas para chegar perto tive que atravessar a Av que esta farpada com risco de morte.

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas o pagamento do estacionamento é uma forma de desincentivar as pessoas a trazerem o carro para Lisboa

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: pensei que era essa a tua política

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: e se calhar querias portagens à porta de Lx

guillermo diz: Afinal não fiz nada, mas sai da cidade depois, ao chegar ao túnel, em 2 min. Foi muito bom!!!

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: não te entendo, rapaz

guillermo diz: NÂO HAVIA ESTACIONAMENTO NUM RAIO DE KILÓMETROS !!! NEM A PAGAR NEM DE BORLA, FIQUEI EM SEGUNDA FILA

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: se há coisa que temos sorte é poder ir a Lisboa fora das horas de ponta

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: penso que tenhas ido a Direcção Geral de Viação

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: por acaso tive que ir lá levantar a minha carta e não tive qq problema quer de estacionamento quer do serviço. Claro que esperei uma hora ou mais para ser atendido. Mas aproveitei e fui comprar o jornal e comer qq coisa

guillermo diz: SIM, O QUE EU DIGO É QUE ANTES DE FAZER O TÚNEL, QUE ACHO MUITO BEM, DEVIAM TER PENSADO CENTRALIZAR TODOS OS SERVIÇOS DO ESTADO EM ALGUM LUGAR DECENTE, PENSAR ONDE IAM POR OS CARROS E COMO IA A SER A CIRCULAÇÃO, ETC ETC. AQUILO FOI OBRA DE DEMAGOGO!!!

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas tu és um pouco confuso

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: primeiro dizes que o túnel está muito bem (espero que não seja o estilo arquitectónico) e depois dizes que é obra de demagogo

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: decide-te

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: no meu artigo gozo com o teu amigo Dom ZÉ lo Sá Fernandes

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: o rapaz agora vem dizer que não foi este o túnel que ele embargou

guillermo diz: uMA TRISTEZA, DE CADA VEZ QUE VOU A LISBOA VENHO TRISTE E DESILUDIDO, TANTOS ANOS PERDIDOS, TANTO DESPERDICIO, TANTA INCOMPETENCIA, TANTA OBRA OBRA SEM NEXO, SEM ARTICULAÇAO, DESENCAIXADA DE QUALQUER IDEIA GERAL DE COMO QUEREM QUE A CIDADE SEJA. LISBOA DÁ PENA, É SÓ BURACOS, CONFISSÃO, CASAS A CAIR POR ACABAR A COMER O ORÇAMENTO DA CAMARA, EMFIM, ENGARRAFAMENTOS, CARROS EN CIMA DOS PASSEIOS, MAS TEMOS O TÚNEL!!!

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: O ZÉ faz tanta falta como uma viola num enterro

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas infelizmente os lisboetas ainda lhe vão aumentar a votação

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: dizem

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: vergonha

guillermo diz: (Perdi O comentário)

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: meu Deus !! como estás descrente e amargurado

guillermo diz: SABES SE EU POR TER AS CASAS NO cARMO POSSO VOTAR?

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: essa é uma das facetas mais embirrantes dos portugueses e tu aprendeste a assumi-la com genuinidade

guillermo diz: No outro dia pensei numa fórmula para melhorar a democracia, deviamos votar em duas pessoas. Uma, a que se quer para o lugar e, outra, na que não se quer de todo, e depois fazer um prorrateio

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: os meus parabéns. És um português de primeira

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: é o fado. O eterno desgosto de ser português

guillermo diz: Embirrantes para ti, que não queres que ninguem te estrague a visão complacente que tens de tudo

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: só te falta a saudade da terrinha

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: claro que a tens mas não é desta

guillermo diz: tenho o que?

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: saudade

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: da terrinha

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: uma choradeira nacional, é o que é

guillermo diz: Não tenho saudades da terrinha, não. Tenho pena das pessoas

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: prefiro uma visão complacente a uma pose de estadista de quem se estivesse lá tudo faria bem e diferente

guillermo diz: inclindo-me a mim primeiro

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: a corrupção, os erros, os estúpidos que só fazem asneiras

guillermo diz: Ninguém pode fazer nada porque somos todos nos

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: tudo isso começa justamente a seguir à tua mesinha de café

guillermo diz: o ser humano é desprezivel, e por isso está em vias de extinção

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: normalmente só os que fazem parte da conversa é que são competentes, preocupados, honestos.....e sei lá que outras qualidades

guillermo diz: bom mudando de assunto amanhã vamos à Zambujeira. Vais estar por Odeceixe?

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: é essa atitude que eu chamo de embirrante mas é uma forma eufemística e dócil de falar

guillermo diz: Olha que quem abriu o blog foste tu!!!

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: e o que tem isso a ver?

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: como sabes sou complacente

guillermo diz: e quem começou a conversa do túnel, para mostrar a posição foste tu

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: não abri um blog para alinhar na choradeira nacional. Disso podes estar descansado

guillermo diz: Tu é que estás mais interessado em fazer conversa de política a toda hora

guillermo diz: Precisas talvez disso para afirmar a tua diferença

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: como sabes ter opinião não é um pecado. Pecado é viver sempre insatisfeito como quem tem uma atitude na vida

guillermo diz: Mas o optimismo irresponsável também não é solução para mim

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: claro

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: é essa a grande motivação da choradeira

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: querer parecer responsável

guillermo diz: eu não ando só na choradeira, também faço coisas e contribuo

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: é um concurso nacional com o seguinte lema : " quem conseguir dizer pior e for mais pessimista é o mais inteligente"

guillermo diz: mas fazer pouco dos que se queixam quando se tem uma vida abastada também não parece muito bem

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: faltava atirar-me à cara que não faço nada

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: aí de facto ganhas

guillermo diz: eu cá deste lado estou a rir, e tu?

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas tb de facto não era isso que discutíamos

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: parece golpe baixo

guillermo diz: tudo tem a ver

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: não te fica bem

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: eu choro

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas choro quando as coisas merecem choro

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: não faço disso atitude

guillermo diz: o merecer é muito subjetivo miguel, isso a ti te custa entender

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: claro que custa.

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: é de facto subjectivo

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas deixa de ser subjectivo quando passa a atitude

guillermo diz: não deixa não, desculpa

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: parece que o choro é que importa. O choro sistemático tira sentido à subjectividade

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: se todos se queixam de tudo, onde fica espaço para essa tal subjectividade ?

guillermo diz: não vejo aassim, tu deves pensar que nós estamos sempre a chorar porque puxas sempre a conversa nesse sentido

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: meu Deus

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: eu falei no túnel como uma coisa boa, ie, sem choro

guillermo diz: provocas esses comentarios porque te colocas sempre na posição do irreverente

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas logo as tuas lágrimas inundaram o texto

guillermo diz: as minhas lágrimas são para te tirar a areia dos olhos

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: se tiveres oportunidade de ir lá atrás aprecia a tua crítica ao mundo , à cidade e por fim, quando há pouco disseste que o homem se encaminha para o seu fim autodestruindo-se, foi o clímax do tema. É um pouco patético

guillermo diz: caíste na conversa da obra útil e emblemática, quando isso é supérfluo

guillermo diz: Não é patético, talvez tu não consigas ainda decifrar os sinais do tempo

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: claro que tudo é inútil quando o que se pretende é uma sociedade perfeita, inatingível e que pedir algo próximo da perfeição num determinado estado de desenvolvimento e com alguns erros à mistura (reconheço) não é realista e, portanto, é totalmente irrealizável

guillermo diz: mas é verdade, ou achas tu que Lisboa é a melhor cidade do mundo, que não ha melhores, outras onde se viva melhor?

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: claro que há

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas o nível de riqueza do país( e alguns erros cometidos tb não ajudaram) não permite muito mais

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas não ver os lados positivos quando os há, é que faz parte do quadro com que eu embirro

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: os sinais dos tempos a que te referes irão passar de moda, meu caro

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: há coisas definitivas e outras passageiras e falemos apenas em tese

guillermo diz: Espero sinceramente que sim, sobretudo agora que amo o Francisco

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: isso certamente dá força

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: é uma realização de que te deves orgulhar

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: vou ver o Expresso da Meia Noite
guillermo diz: Não respondeste se vais andar por Odeceixe
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: boas férias. Quantos dias vais lá estar ?
guillermo diz: só 4

miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: se for a Odeceixe será no princípio de Agosto

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Quarta feira, 20 de Junho de 2007


Meu Deus ! Apesar de conservador aqui me lanço. Dei em Blogueiro e o meu padrinho foi JPP. Acedi ao Blogger, usando um link do Abrupto. Parece-me uma boa ferramenta para uma pessoa desocupada. Veremos.


Sei que vou ter uma pequena dificuldade : não sei se vou conseguir entrar nesta página de novo. Ou melhor : se tão cedo e sem ajuda me vou encontrar.


Li o artigo do Bell e (?)... sobre os problemas do registo informático das memórias de cada um (seu estado actual e futuro), sugerido hoje pelo JPP no seu Blog e, como sempre me tenho preocupado com o registo das minhas memórias para poder conversar sobre elas (que é para isso que servem as memórias), resolvi criar este Conservador e Céptico. A minha ferramenta tem sido o telemóvel mas a memória é pequenina e perde-se muito tempo a dactilografar (ou a dêdar).
"Tou" crescendo, viram ? Até namorada eu arrumei por internet...


Céptico como eu só, lembro-me de não acreditar que a internet pudesse transformar os indivíduos para melhor; tornar as massas cultas. De certo poderia acelerar o mundo dos negócios, da ciência e de outros fins práticos. Mas isso não ajuda o indivíduo a transcender-se. É que a memória dos homens é curta e a quantidade de informação proporcionada por este meio é gigantesca, excessiva mesmo. Saber separar o trigo do joio, continua a ser a pedra de toque da cultura. Poderemos, até, ser muito "lidos". Mas ler, buscar informação técnica ou noticiosa não nos fará homens cultos. Sem critério, tanta informação conduz-nos à arrogância de pretender tudo saber.


Como obter critério, então, se é pelo critério que nos formamos e acedemos à sabedoria ? E sabemos que mais informação não significa necessariamente mais cultura. A sabedoria é também filha do bom senso, essa virtude em desgraça. O bom senso é coisa muito desvalorizada em época de crise moral em que uma opinião pode ser defendida pela mesma pessoa que, com aparente (ou real ?) convicção defende de seguida a opinião contrária. Não porque tenha mudado de opinião mas porque é divertido exercitar a verborreia. É uma espécie de masturbação intelectual. Ou simples desonestidade intelectual. O mundo está pós-moderno: a coerência não é mais um valor e a desonestidade intelectual adora esse estado de coisas. Mas creio que todos já alguma vez ouvimos esta frase célebre que reabilita o senso comum (outra forma de designar bom senso) : "o senso comum é menos comum do que se pensa". Já soube quem foi o autor mas foi-se-me da memória...

Enfim. muita conversa mas pouco resultado. Continuamos sem saber como obter o tal bom senso. Tanto mais que ele às vezes falha ao mais pintado. Foge-nos, coitado. Não creio que alguém saiba onde encontrá-lo. Ainda não se vende. É estranho falar sobre uma coisa que ignoramos o que seja em teoria. Mas às vezes reencontramo-nos com ele.