guillermo diz:
Tudo bem? Estás a chatear com alguma das tuas amigas?
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
não
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
liguei o msn para te dizer que estava a ler o jornal e vi que eu estava enganado sobre as acções do BCP
guillermo diz:
Estive a ver aquilo do aumento do BCP e não me parece possivel aquilo que tu dizes 1 direito = 1 acção
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
eu não disse 1 direito = 1 acção
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
eu disse que 4 ou 6 acções = 1 direito
guillermo diz:
sim, a dúvida era essa, tu dizias que quem tivesse 1 direito, tinha direito à comprar 1 acção a 1,20 Euros
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
mas afinal são 3 acções= 1 direito
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
mas de facto o que li no jornal é que cada acção corresponde a um direito
guillermo diz:
mas afinal tens de ter 3,3 direitos na mão para poder comprar uma acção a esse preço, que era o que eu dizia
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
e cada 3 Direitos dá direito a subscrever uma nova acção
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
por isso te disse que eu estava enganado
guillermo diz:
ok, está esclarecido
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
eu não vi 3,3 mas sim 3
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
mas repara esta formulação: "Cada 3 direitos dá direito a subscrever uma nova acção"
guillermo diz:
então?
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
não sabia que se podia vender direitos parciais de compra de um direito de comprar uma acção a 1,20
guillermo diz:
mas pode sim
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
Pensei que cada pessoa que tivesse 3 acções vendia o direito de subscrever uma nova acção a €1,20
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
mas cada acção (o que eu não sabia) dá direito a 1/3 do DIREITO
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
não gostaste ontem do Pó de Palco ?
guillermo diz:
eu não vi isso escrito em lado nenhum, mas sim dizer que o preço das acções ontem tinham valorizado ao ponto de estarem ao mesmo preço que iriam sair aos que tivessem direitos, por isso é que achava estranho haver uma mais valia tão grande
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
elas valem tanto quanto que o mercado as valoriza
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
e nem mais que isso
guillermo diz:
assim a conta tem lógica = 3,3 direitos à 0,255 +1,20 = 2,03 (que é o preço das BCP's de ontem
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
no caso as acções estavam na 4ª feira a 1,86 e o valor inicial com a acção a esse preço fazia presumir que o Direito correspondente a cada acção deveria valer € 0,22
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
isto é: 1,20 +0,22+0,22+0,22=1,86
guillermo diz:
Gostei, mas fico inibido num local tão pequeno onde toda a gente vai só para mostrar o que sabe dançar
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
mas isso foi no princípio
guillermo diz:
parece um concurso onde eu não posso participar
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
depois aquilo encheu de pessoas a dançar kizomba
guillermo diz:
ah, e depois ?
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
mas é essa inibição que tu nunca quiseste perder
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
ao contrário, sempre fizeste troça de quem era desinibido
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
e se fazes troça nunca te vais conseguir desinibir. Falta-te motivação para isso
guillermo diz:
não. o que se passa é que não consigo entender a dança como um concurso !
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
mas esse é que é o mal. Eu não me sinto em concurso
guillermo diz:
onde, por exemplo, uma pessoa acaba de dançar e é aplaudida
guillermo diz:
é evidente que se está a dançar para os outros
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
quando estou a dançar com a loira eu sei que me estão a observar mas é preciso desligar disso
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
a questão é esta : se gostam ou não gostam do que estão a ver, já me deixa um pouco indiferente
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
isto, só porque já me habituei há muito a tentar desligar
guillermo diz:
pois, é essa a diferença, eu sou mais tímido e dizem que os argentinos de per si tem um medo muito grande ao ridículo, e eu sinto isso
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
eu não me sinto um craque
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
sou o que sou. Tenho muita técnica e sobretudo dá-me prazer dançar
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
há sempre um misto de exibição
guillermo diz:
mas fundamentalmente não me interessa dançar para ninguém
guillermo diz:
Eu percebo as motivações dos outros, mas não compartilho
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
há sempre gente que não acha razão para que eu me exiba. Mas que tenho eu a ver com isso ?
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
acho que o que te falta é tirar mais prazer da dança
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
se o tivesses talvez já te tivesses desinibido
guillermo diz:
pode ser, mas não me parece que seja por ai, porque das aulas gosto muito
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
há uma grande diferença entre ter prazer em dançar e ter prazer em estar a dançar com esta ou aquela mulher
guillermo diz:
penso que se trata duma questão conceitual, não me interessa dançar para mais ninguem que não seja o par que eu porventura possa ter escolhido
guillermo diz:
não gosto de me exibir gratuitamente
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
acho que o teu prazer de dançar não é autónomo do prazer que desfrutas por ser aquela mulher (objecto sexual e não objecto de dança)
guillermo diz:
ficar na boca e ser alvo de comentários
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
isso reflecte apenas a tua dificuldade de te desinibir
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
a tua explicação não é válida
guillermo diz:
pelo menos assim fico como o gajo que não gosta de dançar, e não o que dança bem ou mal
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
é equivalente a dizeres que não te desinibes pq não te desinibes. Ora bolas !!
guillermo diz:
é que não vejo razão para isso, lembra-te que eu sou muito desconfiado e não tenho muito boa opinião das pessoas em geral
guillermo diz:
estruturalmente sinto que tudo o que possa vir dos outros, até prova em contrário, é mau
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
mas a inibição resulta precisamente (e uso as tuas palavras) de “não gostares de te exibir gratuitamente e ficares na boca e ser alvo de comentários”
guillermo diz:
e na exibição uma pessoa interage com estranhos, com outros, que não me dizem nada, e aos quais estou a dar oportunidade de me fazerem mal com a sua observação
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
por isso não podes explicar essa tua dificuldade em desinibir-te por "não gostares de te exibir gratuitamente e ficares na boca e ser alvo de comentarios". Isso é o mesmo que dizer : "Não me desinibo porque estou inibido"
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
não acrescentas nada ao que querias explicar
guillermo diz:
lê primeiro e depois comenta
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
escrevi ao mesmo tempo que tu estavas a escrever e só leio depois de eu enviar a minha ideia
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
mas esse medo de ser comentado é doentio, peço desculpa
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
e como te dizia de início, tu não o queres vencer
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
e dizia também que não o queres vencer talvez porque a dança não te dê tanto prazer como isso
guillermo diz:
é, sinto medo do imbecil colectivo, como diz o teu Pinheiro
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
Carvalho, Olavo
guillermo diz:
árvore, a final
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
o Imbecil Colectivo refere-se a ideias e não à tua falta de à vontade perante os outros porque só te querem mal
guillermo diz:
da chusma, da massa, da ralé
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
ele usa a expressão Imbecil Colectivo referindo-se aos intelectuais
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
e não às massas
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
ele não responsabiliza as massas por serem massas
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
ele sabe que das massas não se pode pedir e esperar muito
guillermo diz:
que tudo conspurcam com os seus comentários destrutivos e ignorantes, cheios de inveja, reflectindo a sua própria pequenez
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
mas que medos, meu Deus
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
eu estou-me nas tintas para o que pensem de mim, neste particular da dança
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
interessa-me mais o que pensam de mim as pessoas a quem estimo
guillermo diz:
tens uma estrutura muito mais forte do que a minha
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
essa, de facto, é uma fraqueza tua
guillermo diz:
os teus pais devem ter-te passado a confiança que a mim não me deram
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
noutros aspectos és tu o mais forte
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
mas eu estava a tentar passar a ideia do porquê
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
porque a dança me dá muito mais prazer do que a ti e por isso tenho que vencer a minha inibição para ter prazer
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
se não houver hipótese de sexo eu não me importo. Não é isso que me motiva
guillermo diz:
mas também tenho, como te dizia uma concepção filosófica em relação a isso, e é que tento não baixar de nível: se eu dançar como os outros, sou igual aos outros
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
e quando tu dizes que só estás a dançar para o teu par, tu estás é a ver se consegues sacar o teu par
guillermo diz:
sim
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
não te eleves quando a razão que está por trás do teu comportamento não é tão sublime assim
guillermo diz:
ser admirado pelo meu par, a quem eu consenti o direito de me observar
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
é o que te digo: "isso não é o prazer da dança. Isso é o prazer do engate"
guillermo diz:
e perante quem me abro porque assim o decidi
guillermo diz:
é, a dança como meio
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
e tu só aceites abanar-te (o que na tua forma de ver é pouco masculino) se for em nome de uma conquista de macho
guillermo diz:
olha, mas tu que dizes que é só pelo prazer da dança, também assim não explicas nada
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
não explico porque tu não sentes
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
possivelmente só quem sente uma certa euforia pela dança por si só, é que compreende
guillermo diz:
repara que deve haver outras motivações, porque o que te dá prazer é dançar no meio doutras pessoas
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
como sabes há quase 9 anos que ando na salsa e só namorei uma pequena que tivesse conhecido lá
guillermo diz:
talvez o teu prazer venha mais de te exibires do que propriamente dançar
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
Dizes que te dá prazer dançar no meio das outras pessoas ou danças porque não tens alternativa?
guillermo diz:
porque se fosse só por dançar, poderias dançar em casa sozinho
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
a dança é sempre um misto de exibição e de satisfação pessoal contigo mesmo por conseguires fazer algo para que te preparaste. Dançar só não é a mesma coisa por não se tornar uma festa. A dança entre várias pessoas torna-se uma festa, uma alegria
guillermo diz:
por isso sempre há por trás razões antropomórficas
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
e além disso a sintonia entre a música e o teu movimento dão prazer autónomamente
guillermo diz:
é, preparaste-te para isso e vais exibir o que preparaste
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
mas como não há-de ser antropomórfica ?
guillermo diz:
mostrar como és bom
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
uma música, criação do homem, para a qual se inventou uma dança à sua medida (à medida da música e do homem) só pode ser antropomórfica. Havia de ser o quê ?
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
não há nada para que te prepares que não seja por uma qualquer razão
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
tu achas que é para me exibir
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
eu acho que não
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
acho que é pq me dá prazer
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
já concedi que há um certo exibicionismo envolvido
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
mas o facto de conseguires fazer algo que é trabalhado é um prazer em si
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
é também um prazer pôr a mulher a sentir a música da mesma maneira que tu
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
é um prazer sentires que o teu corpo responde à música
guillermo diz:
É isso que quis dizer, é natural, é bom, dar a conhecer aos outros o nosso valor numa coisa na qual nos especializamos, e que ainda por cima nos dá possibilidades de contacto com o sexo oposto, incluir-nos na sociedade, preservar a espécie...
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
claro que fazermos isso com uma mulher é um acrescento ao prazer de dançar
guillermo diz:
é muito bom e natural, por isso quase todo o mundo "normal" adere à dança
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
mas acabei de te dizer que em quase 9 anos só tive um namoro fugidio
guillermo diz:
sim, isso é outro ponto
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
se fosse para sacar mulheres que eu me dava ao trabalho de dançar, acho que teria sido um desperdício de esforço
guillermo diz:
o teu alvo de mulher não se encontra nesse ambiente
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
Mais uma razão. Imagino que se quisesse exibir-me, o faria no meio onde encontrasse o meu alvo de mulher
guillermo diz:
tu vais porque é esse o teu ponto de contacto com a sociedade em geral, e para seres participante deves poder fazer o que os outros esperam de ti, e consegues, dai o teu grande prazer
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
estás a trocar a ordem das coisas, trocas causas por efeitos e vice-versa
guillermo diz:
porquê?
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
porque a razão primária não é a socialização
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
essa vem depois
guillermo diz:
repara nas danças tribais
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
de resto, concede-me ou reconhece-me a capacidade de socializar de outras formas
guillermo diz:
cada indígena faz a sua vida, e de vez em quando reúnem-se para dançar
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
a dança é uma elaboração humana, primitiva e actual também
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
vou comer qualquer coisa, rapaz
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
e vou arquivar esta nossa conversa com tua licença
guillermo diz:
sim, é complexo, é um caminho na evolução. Primeiro para fazer música, os braços e as mãos tinham que dançar. depois foi-se estendendo por imitação aos músicos, nem todos tinham capacidade...
guillermo diz:
Se quiseres vir cá jantar, há carne de porco à alentejana, ou um bife...
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
não tem Iola convidada?
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
então fica para a próxima
guillermo diz:
dou licença, agradeço a tua sinceridade
guillermo diz:
ciao
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz:
e vejam se convidam a Iola para me dar outro tipo de prazer que não seja a dança. Vou exibir-me de outra forma, talvez....
(FIM)
terça-feira, 15 de abril de 2008
O que aconteceria se em vez da Câncio fosse uma santanette ?
Caro Pacheco Pereira,
Acredito que esteja farto das minhas cartas mas tento lutar contra uma unanimidade que se instala entre os nossos comentadores a propósito de certos assuntos, nomeadamente, os que respeitam à actual liderança do PSD.
Imagino que amanhã aproveitem na Quadratura do Círculo para criticar a actuação dos dirigentes do PSD no ataque a Fernanda Câncio. Eu não conheço a actuação da senhora jornalista mas dizem-me que faz jornalismo partidário com parcialidade no Diário de Notícias, a favor do PS e criticando o PSD. Acontece que a senhora será namorada do primeiro ministro. E que terá sido contratada pela RTP para fazer um programa de televisão.
A senhora jornalista está no seu direito de fazer jornalismo com parcialidade. É uma questão de competência. Está também no seu direito de ser namorada do primeiro ministro. É uma questão de gosto. Pode até ser contratada pela RTP para fazer um programa televisivo. É uma questão partidária. Nada disso é importante e talvez não merecesse comentário da direcção do principal partido da oposição. Não, nem esse facto me escandalizaria.
Há três dias que os comentadores televisivos e de jornais não se calam contra a direcção do PSD. Ontem foi o Vicente Jorge Silva e a Paula Teixeira da Cruz na Sic Notícias. Hoje também neste canal foi o José Miguel Júdice e o António Barreto. Este até comparou o caso com a crítica feita há 30 anos a Sá Carneiro pela situação em que vivia com a Snu Abecassis. Nem comparável é, só que... tem autoridade a comparação.
Troquemos,porém, os actores e imagine-se o Santana Lopes no poder, com uma namorada jornalista engajada e crítica do PS na oposição. Junte-se-lhe uma encomenda de uma empresa do Estado, a RTP. Misture-se tudo muito bem. Espere-se meia hora e o souflé de indignação nacional durará uma semana até se conseguir a revogação do contrato com a namorada do menino da incubadora. Não esquecer que neste caso a senhora jornalista seria alcunhada de Santanette.
Conclusão:
a) no caso da Câncio, por ser do PS, a indignação com o PSD dura 3 ou 4 dias e afoga-se o caso;
b) no caso da hipotética Santanette, por ser do PSD, a indignação com o PSD duraria o tempo suficiente para provocar todo o dano que fosse possível.
Se isto não é duplicidade, o que é duplicidade ? Vou gostar de o ouvir amanhã na Quadratura do Círculo.
----- xxxxx -----
Outro caso de duplicidade: na semana passada o primeiro ministro no Parlamento arreou a giga e, virando-se para o líder de bancada do PSD, o namorado da eventual Santanette, esganiçou-se: "Vá !! Diga lá qualquer coisinha !!! Vá lá !!! Diga lá qualquer coisinha sobre as suas opções sobre política energética, se as tiver !!!" O tom foi verdadeiramente de peixeira.
Alguns telejornais nem a resposta do Santana passaram. Mas houve um que de facto passou (não me lembro qual). Disse o Santana : "o tom das suas palavras não dignificam o Parlamento nem são próprios das funções que o senhor exerce". A resposta foi digna. Mas ninguém criticou o primeiro ministro. Pudera !! Se até os comentadores da área do PSD se entretêm a bater no novo bébé da incubadora, como esperar que os da área adversária tomem as dores do antigo bébé !!!
----- xxxxx -----
E a Teresa de Sousa, comentando a vitória do Berlusconi ? A vitória tinha o senão de ser um dejá vu, dizia a senhora jornalista. Pode ser que sim. Mas quando o Romano Prodi ganhou as últimas eleições nunca lhe ouvi esse comentário. Aí não via com certeza o dito dejá vu, antes lhe parecia uma segunda oportunidade.
Por hoje é tudo,
com os melhores cumprimentos
Miguel Rosa
(hoje: 16/04/08)
Acredito que esteja farto das minhas cartas mas tento lutar contra uma unanimidade que se instala entre os nossos comentadores a propósito de certos assuntos, nomeadamente, os que respeitam à actual liderança do PSD.
Imagino que amanhã aproveitem na Quadratura do Círculo para criticar a actuação dos dirigentes do PSD no ataque a Fernanda Câncio. Eu não conheço a actuação da senhora jornalista mas dizem-me que faz jornalismo partidário com parcialidade no Diário de Notícias, a favor do PS e criticando o PSD. Acontece que a senhora será namorada do primeiro ministro. E que terá sido contratada pela RTP para fazer um programa de televisão.
A senhora jornalista está no seu direito de fazer jornalismo com parcialidade. É uma questão de competência. Está também no seu direito de ser namorada do primeiro ministro. É uma questão de gosto. Pode até ser contratada pela RTP para fazer um programa televisivo. É uma questão partidária. Nada disso é importante e talvez não merecesse comentário da direcção do principal partido da oposição. Não, nem esse facto me escandalizaria.
Há três dias que os comentadores televisivos e de jornais não se calam contra a direcção do PSD. Ontem foi o Vicente Jorge Silva e a Paula Teixeira da Cruz na Sic Notícias. Hoje também neste canal foi o José Miguel Júdice e o António Barreto. Este até comparou o caso com a crítica feita há 30 anos a Sá Carneiro pela situação em que vivia com a Snu Abecassis. Nem comparável é, só que... tem autoridade a comparação.
Troquemos,porém, os actores e imagine-se o Santana Lopes no poder, com uma namorada jornalista engajada e crítica do PS na oposição. Junte-se-lhe uma encomenda de uma empresa do Estado, a RTP. Misture-se tudo muito bem. Espere-se meia hora e o souflé de indignação nacional durará uma semana até se conseguir a revogação do contrato com a namorada do menino da incubadora. Não esquecer que neste caso a senhora jornalista seria alcunhada de Santanette.
Conclusão:
a) no caso da Câncio, por ser do PS, a indignação com o PSD dura 3 ou 4 dias e afoga-se o caso;
b) no caso da hipotética Santanette, por ser do PSD, a indignação com o PSD duraria o tempo suficiente para provocar todo o dano que fosse possível.
Se isto não é duplicidade, o que é duplicidade ? Vou gostar de o ouvir amanhã na Quadratura do Círculo.
----- xxxxx -----
Outro caso de duplicidade: na semana passada o primeiro ministro no Parlamento arreou a giga e, virando-se para o líder de bancada do PSD, o namorado da eventual Santanette, esganiçou-se: "Vá !! Diga lá qualquer coisinha !!! Vá lá !!! Diga lá qualquer coisinha sobre as suas opções sobre política energética, se as tiver !!!" O tom foi verdadeiramente de peixeira.
Alguns telejornais nem a resposta do Santana passaram. Mas houve um que de facto passou (não me lembro qual). Disse o Santana : "o tom das suas palavras não dignificam o Parlamento nem são próprios das funções que o senhor exerce". A resposta foi digna. Mas ninguém criticou o primeiro ministro. Pudera !! Se até os comentadores da área do PSD se entretêm a bater no novo bébé da incubadora, como esperar que os da área adversária tomem as dores do antigo bébé !!!
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E a Teresa de Sousa, comentando a vitória do Berlusconi ? A vitória tinha o senão de ser um dejá vu, dizia a senhora jornalista. Pode ser que sim. Mas quando o Romano Prodi ganhou as últimas eleições nunca lhe ouvi esse comentário. Aí não via com certeza o dito dejá vu, antes lhe parecia uma segunda oportunidade.
Por hoje é tudo,
com os melhores cumprimentos
Miguel Rosa
(hoje: 16/04/08)
A culpa no divórcio é determinante na divisão do património do casal mas tem pouco a ver com a situação de fragilidade económica dos cônjuges
Caro Pacheco Pereira,
Só queria dar uma achega sobre a necessidade da manutenção do conceito culpa (responsabilidade) em relação ao divórcio. O seu colega de Quadratura, Lobo Xavier, falou bem sobre a necessidade dessa manutenção em todo o direito civil, seja no domínio dos contratos obrigacionais seja no domínio dos contratos familiares. Porém, o que faltou foi a exemplificação mínima dessa responsabilidade ou culpa e os efeitos que actualmente tem na lei e que, penso, todos quererão manter.
O problema nem está em defender a parte economicamente mais débil da relação conjugal.
Vou-lhe dar um exemplo: eu posso ser milionário e decidir casar com uma belíssima "pedinte". A bela "pedinte" podia convencer-me a casar no regime de comunhão geral (total) de bens. Ao fim de dois anos, sendo bela e presumivelmente muito assediada, resolvia pôr-me com dono e divorciava-se deixando-me inconsolável. Façamos este romance. Muito provavelmente eu não estaria disposto no divórcio a com ela dividir em partes iguais a minha fortuna (que já possuía antes do casamento) por força do tal regime de bens do casamento que havíamos acordado. A lei actual já prevê ( e espero que continue a prever) nestes casos que o cônjuge único culpado ou principal culpado no divórcio (por violação de deveres conjugais seja lá ela qual fôr, no caso seria a infidelidade) não possa, na divisão do património do casal, receber mais do que receberia se o regime de bens do casamento tivesse sido o da comunhão de adquiridos. Também não faria sentido que --- tendo o casal passado a residir na mansão do afortunado (no exemplo anterior: eu) que passaria a ter o estatuto de "casa de morada de família" (a que lei dá grande relevância e nas decisões judiciais atribui o direito a nela residir depois de decretado o divórcio) --- o direito a residir na casa de morada de família fosse atribuído à mulher adúltera, em prejuízo do "enganado" e para mais dono da casa. Estou a imaginar uma situação em que não haja filhos do casamento para não complicar.
Ao contrário, se fosse eu o adúltero e o divórcio com a "pedinte" viesse a ser decretado com fundamento na minha infidelidade (e portanto, sendo eu o culpado) lá teria que dividir a minha fortuna com a chifruda , ficando ainda a senhora "já afortunada" com direito a residir na casa de morada de família.
Posso concordar que o exemplo que dei não é frequente mas, em situações menos desequilibradas economicamente, mantem-se a decisão sobre o direito a residir na "casa de morada de família", com recurso à determinação da culpa na dissolução do casamento por divórcio. Mais uma vez excluo a existência de filhos para não complicar.
Aqui, a solução judicial nada tem a ver com a indagação sobre a situação patrimonial do culpado e da vítima. Como dizia o seu colega de programa, Lobo Xavier: sempre teremos que pagar indemnização quando violamos uma obrigação. Com efeito, se eu for pobre e me recusar a cumprir a promessa de venda de uma casa, sempre serei responsável por pagar o sinal em dobro apesar de, quem ma prometeu comprar, ser muito rico. Até hoje tem sido esse o direito que nos rege. Quem paga o sinal em dobro é o pobre ainda que no mundo idílico dos telejornais se queira deixar passar a ideia que só os ricos têm deveres e os pobres direitos.
Outra é a questão do pagamento das pensões de alimentos aos filhos e ao cônjuge que careça dela. Mas por favor não misturem as coisas. Bem sei que os licenciados em direito têm mais obrigação de explicar tudo isto do que o Pacheco Pereira. Peça-lhes contas, então.
Por último, ninguém pede que as pessoas sintam remorsos quando se portam mal. A lei não prescreve o sofrimento de remorsos em resultado de culpa que as pessoas sintam. Isso é a lenga-lenga politicamente correcta que se encarniça contra a moral católica, a confissão, o arrependimento, a penitência ou o remorso. Se pudessem, apagavam a palavra culpa do dicionário. A confusão é tanta e já ninguém mostra interesse em esclarecer...
Com os melhores cumprimentos
M. Rosa
Hoje: 10/04/08
Só queria dar uma achega sobre a necessidade da manutenção do conceito culpa (responsabilidade) em relação ao divórcio. O seu colega de Quadratura, Lobo Xavier, falou bem sobre a necessidade dessa manutenção em todo o direito civil, seja no domínio dos contratos obrigacionais seja no domínio dos contratos familiares. Porém, o que faltou foi a exemplificação mínima dessa responsabilidade ou culpa e os efeitos que actualmente tem na lei e que, penso, todos quererão manter.
O problema nem está em defender a parte economicamente mais débil da relação conjugal.
Vou-lhe dar um exemplo: eu posso ser milionário e decidir casar com uma belíssima "pedinte". A bela "pedinte" podia convencer-me a casar no regime de comunhão geral (total) de bens. Ao fim de dois anos, sendo bela e presumivelmente muito assediada, resolvia pôr-me com dono e divorciava-se deixando-me inconsolável. Façamos este romance. Muito provavelmente eu não estaria disposto no divórcio a com ela dividir em partes iguais a minha fortuna (que já possuía antes do casamento) por força do tal regime de bens do casamento que havíamos acordado. A lei actual já prevê ( e espero que continue a prever) nestes casos que o cônjuge único culpado ou principal culpado no divórcio (por violação de deveres conjugais seja lá ela qual fôr, no caso seria a infidelidade) não possa, na divisão do património do casal, receber mais do que receberia se o regime de bens do casamento tivesse sido o da comunhão de adquiridos. Também não faria sentido que --- tendo o casal passado a residir na mansão do afortunado (no exemplo anterior: eu) que passaria a ter o estatuto de "casa de morada de família" (a que lei dá grande relevância e nas decisões judiciais atribui o direito a nela residir depois de decretado o divórcio) --- o direito a residir na casa de morada de família fosse atribuído à mulher adúltera, em prejuízo do "enganado" e para mais dono da casa. Estou a imaginar uma situação em que não haja filhos do casamento para não complicar.
Ao contrário, se fosse eu o adúltero e o divórcio com a "pedinte" viesse a ser decretado com fundamento na minha infidelidade (e portanto, sendo eu o culpado) lá teria que dividir a minha fortuna com a chifruda , ficando ainda a senhora "já afortunada" com direito a residir na casa de morada de família.
Posso concordar que o exemplo que dei não é frequente mas, em situações menos desequilibradas economicamente, mantem-se a decisão sobre o direito a residir na "casa de morada de família", com recurso à determinação da culpa na dissolução do casamento por divórcio. Mais uma vez excluo a existência de filhos para não complicar.
Aqui, a solução judicial nada tem a ver com a indagação sobre a situação patrimonial do culpado e da vítima. Como dizia o seu colega de programa, Lobo Xavier: sempre teremos que pagar indemnização quando violamos uma obrigação. Com efeito, se eu for pobre e me recusar a cumprir a promessa de venda de uma casa, sempre serei responsável por pagar o sinal em dobro apesar de, quem ma prometeu comprar, ser muito rico. Até hoje tem sido esse o direito que nos rege. Quem paga o sinal em dobro é o pobre ainda que no mundo idílico dos telejornais se queira deixar passar a ideia que só os ricos têm deveres e os pobres direitos.
Outra é a questão do pagamento das pensões de alimentos aos filhos e ao cônjuge que careça dela. Mas por favor não misturem as coisas. Bem sei que os licenciados em direito têm mais obrigação de explicar tudo isto do que o Pacheco Pereira. Peça-lhes contas, então.
Por último, ninguém pede que as pessoas sintam remorsos quando se portam mal. A lei não prescreve o sofrimento de remorsos em resultado de culpa que as pessoas sintam. Isso é a lenga-lenga politicamente correcta que se encarniça contra a moral católica, a confissão, o arrependimento, a penitência ou o remorso. Se pudessem, apagavam a palavra culpa do dicionário. A confusão é tanta e já ninguém mostra interesse em esclarecer...
Com os melhores cumprimentos
M. Rosa
Hoje: 10/04/08
segunda-feira, 10 de março de 2008
Carta ao Director do jornal Público
(carta enviada no dia 6 de Março de 2008 por email ao Pacheco Pereira e que não foi publicada no Abrupto como era de esperar)
Caro Senhor Director do Público,
Li o Público de ontem (05/03/2008) em que o Senhor foi o responsável pela edição. Costumava ouvi-lo com interesse e lê-lo com atenção. Mas agora, "m'espanto às vezes, outras me avergonho". O Senhor Director nada mais fez do que, à falta de notícias frescas, enfeitar a edição com notícias requentadas. E buscando novos sensacionalismos como fazem os jornalistas que o senhor tanto critica. Foi azar, dirá. Não havia nada melhor para o Senhor Director brilhar !!! É isso que argumentam os jornalistas.
A única coisa que ainda podia ser discutível, parece-me, era a questão de saber se, do ponto de vista do interesse público, fazia ou não falta um casino em Lisboa. Eu sobre isso não tenho opinião nem me interessa muito ter. O Senhor Director não faz nada disso. O que lhe interessa é pôr em causa o processo de decisão e, assim, argumenta no jornal, como também argumentou noutros orgãos de comunicação, com a necessidade de se ter organizado um concurso para abrir um novo casino. Isso é verdade, mas só no caso de se querer abrir a tal "casa de tavolagem" em Santarém ou em Évora que permitiria ao "tal homem" enriquecer, como refere no jornal.
Penso que sabe que a actual concessão do Casino Estoril estabelece uma cláusula que defende este casino contra a concorrência que o próprio concedente quisesse fazer em Lisboa em desfavor do concessionário. Sem ter tido acesso aos documentos que aqui comento, parece que se estabeleceu uma zona de exclusão de concorrência num perímetro de 100 kms. a contar do Estoril. Por outro lado, o ex-Ministro Morais Sarmento já veio explicar porque se aceitou que o edifício onde funciona o casino não reverta para o Estado no fim da concessão. Se bem percebi o Estado noutras concessões de casinos responsabiliza-se por metade dos custos de construção do edifício, o que não terá feito neste caso. Daí que as condições de outras concessões sejam diferentes desta e por issso nesta concessão o edifício não reverteria para o Estado no seu termo. Talvez isso se deva ao facto de o Estado estar falido. A falência ou pré-falência sempre foram péssimas alturas para fazer negócios.
Sobra o quê para a sua triste notícia ? Sobra a carta um pouco (ou muito) insolente dos responsáveis da Estoril Sol ao Ministro do Turismo ? É verdade !!! Já ninguém respeita um Ministro. E o Senhor Director sabe porquê, não sabe ? E sobra ainda a vontade de encontrar factos que demonstrassem que o Despacho do Ministro tem data anterior àquela em que de facto foi assinado ? Coisa pouca, meu caro. Óptima para brilhar em qualquer conversa de café. Desculpe mas é o que eu acho : o Senhor Director está a transformar-se em excelente conversador de café.
Com os meus cumprimentos,
Miguel Rosa
Caro Senhor Director do Público,
Li o Público de ontem (05/03/2008) em que o Senhor foi o responsável pela edição. Costumava ouvi-lo com interesse e lê-lo com atenção. Mas agora, "m'espanto às vezes, outras me avergonho". O Senhor Director nada mais fez do que, à falta de notícias frescas, enfeitar a edição com notícias requentadas. E buscando novos sensacionalismos como fazem os jornalistas que o senhor tanto critica. Foi azar, dirá. Não havia nada melhor para o Senhor Director brilhar !!! É isso que argumentam os jornalistas.
A única coisa que ainda podia ser discutível, parece-me, era a questão de saber se, do ponto de vista do interesse público, fazia ou não falta um casino em Lisboa. Eu sobre isso não tenho opinião nem me interessa muito ter. O Senhor Director não faz nada disso. O que lhe interessa é pôr em causa o processo de decisão e, assim, argumenta no jornal, como também argumentou noutros orgãos de comunicação, com a necessidade de se ter organizado um concurso para abrir um novo casino. Isso é verdade, mas só no caso de se querer abrir a tal "casa de tavolagem" em Santarém ou em Évora que permitiria ao "tal homem" enriquecer, como refere no jornal.
Penso que sabe que a actual concessão do Casino Estoril estabelece uma cláusula que defende este casino contra a concorrência que o próprio concedente quisesse fazer em Lisboa em desfavor do concessionário. Sem ter tido acesso aos documentos que aqui comento, parece que se estabeleceu uma zona de exclusão de concorrência num perímetro de 100 kms. a contar do Estoril. Por outro lado, o ex-Ministro Morais Sarmento já veio explicar porque se aceitou que o edifício onde funciona o casino não reverta para o Estado no fim da concessão. Se bem percebi o Estado noutras concessões de casinos responsabiliza-se por metade dos custos de construção do edifício, o que não terá feito neste caso. Daí que as condições de outras concessões sejam diferentes desta e por issso nesta concessão o edifício não reverteria para o Estado no seu termo. Talvez isso se deva ao facto de o Estado estar falido. A falência ou pré-falência sempre foram péssimas alturas para fazer negócios.
Sobra o quê para a sua triste notícia ? Sobra a carta um pouco (ou muito) insolente dos responsáveis da Estoril Sol ao Ministro do Turismo ? É verdade !!! Já ninguém respeita um Ministro. E o Senhor Director sabe porquê, não sabe ? E sobra ainda a vontade de encontrar factos que demonstrassem que o Despacho do Ministro tem data anterior àquela em que de facto foi assinado ? Coisa pouca, meu caro. Óptima para brilhar em qualquer conversa de café. Desculpe mas é o que eu acho : o Senhor Director está a transformar-se em excelente conversador de café.
Com os meus cumprimentos,
Miguel Rosa
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Conversa em Messenger sobre as mulheres
miguel diz:
estás por aí ?
guillermo :
ESTOU
miguel diz:
ainda por aí?
Miguel diz:
não ouvi a tua resposta
miguel diz:
sabes que encontrei uma parva que tinha conhecido pela internet há cerca de dois anos e fiz uma asneira
miguel diz:
Encontrei-a no dia seguinte na Estufa Real (?) no Parque Eduardo VII no mesmo dia em que partia para Odeceixe
miguel diz:
ao outro dia quando voltava da praia tinha uma sms no telélé a dizer: "ao menos podias ter dito que tinhas chegado bem"
guillermo diz:
LEMBRO
miguel diz:
achei que a rapariga tinha no mínimo maus hábitos de linguagem
miguel diz:
pq não tinha, de facto, nada para cobrar e já estava com linguagem de cobrança
miguel diz:
hoje, sem saber que era ela meti conversa
miguel diz:
e descobrimos que nos conhecíamos.
miguel diz:
e na minha veia de samaritano resolvi explicar-lhe porque nunca mais lhe tinha dito "água vai"
miguel diz:
e contei-lhe a história
miguel diz:
ficou enxofrada
miguel diz:
na minha estupidez quis que ela percebesse que embora não tivesse cobrança a fazer e eu não o pudesse entender assim,
miguel diz:
a linguagem era no mínimo equívoca
miguel diz:
e dava a entender que estava habituada a esse tipo de linguagem
guillermo diz:
ACHO QUE SIM, PORQUE NÃO PODERIAS DAR A TUA OPINIÃO, SE ELA APRONTOU A SUA LOGO SEM TER CUIDADO?
miguel diz:
mas não aceitou bem a minha conversa
miguel diz:
logo me disse que tb não me tinha achado nada de especial
miguel diz:
e quando lhe disse que não a queria magoar mas avisá-la da má primeira impressão que deixou
miguel diz:
perguntou se o dizer que não a queria magoar, era para ela se rir
miguel diz:
pedi desculpa e imediatamente desliguei
miguel diz:
foi sem querer que entrei em contacto com ela
miguel diz:
e deu-me para fazer uma boa acção. Estúpido
guillermo diz:
pois aquela conversa inicial foi muito curta para entender que tipo de rapariga era. Se calhar até ela estava a brincar
miguel diz:
a brincar quando ?
miguel diz:
hoje ?
miguel diz:
no dia em que me mandou a sms?
miguel diz:
ela não se lembrava da frase do sms
guillermo diz:
no inicio, quando te cobrou que não te tinhas despedido. Podia estar a fazer género para ver que dizias, não sei
miguel diz:
mas nem achou nada estranha
miguel diz:
claro que nessa altura estava a pedir continuação. Mas com falta de jeito
miguel diz:
e antes de lhe contar perguntei-lhe se tinha tido algum sucesso nos contactos pela net
guillermo diz:
ok, mas as raparigas são assim, elas jogam sempre o seu papel.
miguel diz:
disse-me que não
miguel diz:
e perguntou como me tinham corrido a mim
miguel diz:
e eu disse-lhe que sim e alvitrei que talvez fosse porque eu sou menos exigente
miguel diz:
talvez já não tenha gostado
miguel diz:
as raparigas são o que tu quiseres aceitar quando estás disposto a desculpar
miguel diz:
mas há raparigas que arriscam menos na hora de dizer uma parvoíce que pode estragar o começo de uma relação
miguel diz:
é verdade que esta já não me tinha encantado (e pelos vistos eu a ela) mas com jeito pode-se ir mais longe
guillermo diz:
Sim deve haver graus, mas como se há-de sentir uma rapariga importante e segura se não nos desculpamos depois de "termos cometido o erro de lhes dar por um momento menos importância"?
miguel diz:
por isso admito que fui parvo
miguel diz:
não tinha que lhe contar uma intimidade que para ela era desagradável
miguel diz:
embora com boa intenção, porque queria que fosse uma lição para ela
guillermo diz:
aí é que eu duvido
miguel diz:
e que pudesse ter mais êxito noutras conversas e contactos
miguel diz:
duvidas da minha boa intenção ?
miguel diz:
não posso provar
guillermo diz:
tu sempre apontas um pouco para os erros e defeitos das moças para marcar uma posição superior logo à partida e também por um bocadinho de vingança
miguel diz:
dessa não me posso defender
miguel diz:
é uma opinião tua
guillermo diz:
...tu e todos. Não esquecemos tudo o que elas nos fazem sofrer!!!
miguel diz:
desculpa mas não me revejo
miguel diz:
muito menos nas circunstâncias do caso de hoje
guillermo diz:
É geral. O género feminino é o nosso inimigo, não concordas?
miguel diz:
eu achei que a rapariga que sofre de lupus e não é socialmente muito viva e brilhante poderia não estragar com um descuido básico as poucas oportunidades de ser bem sucedida numa relação internetal
miguel diz:
não concordo
miguel diz:
não tenho essa ideia das mulheres
guillermo diz:
eu vejo isso com os olhos fechados!
miguel diz:
podem não me dar o que eu quero
miguel diz:
mas isso não é razão para as achar minha inimigas
miguel diz:
mas tu vês imensas coisas de olhos fechados
miguel diz:
entre nós homens temos mais afinidades mas isso não faz das mulheres minhas inimigas. Mas nem um bocadinho
guillermo diz:
eu sim acho, mas por outras razões: nós sentimo-nos atraídos por uma força totalmente genética, mas o nosso espírito tende a ser livre
miguel diz:
e não sou vingativo ao ponto de conscientemente as querer tramar por simples desforço
guillermo diz:
é uma crueldade para um espírito livre, ter que estar sujeito a tamanha dependência
miguel diz:
mas eu entendo e sinto essa atracção mas o facto de querer permanecer livre ou elas não me darem o que eu quero senão em troca da minha liberdade, não me provoca desejos de vingança
guillermo diz:
daí logo que a paixão desaparece, os casais dedicam-se a maltratar-se
miguel diz:
dedicam a maltratar-se porque estão presos numa relação que já não querem
guillermo diz:
talvez não o sintas assim. Ainda por cima acreditas pouco no subconsciente
guillermo diz:
que os impede de sair?
miguel diz:
muitas vezes as crianças, outras vezes razões materiais
guillermo diz:
tretas, tretas e mais tretas
miguel diz:
outras vezes por razões sociais ou mesmo religiosas
miguel. diz:
ah é tretas?
miguel diz:
então o que andas tu a fazer de há meses para cá que não te separas e tanto te queixas?
miguel diz:
e não se trata de acreditar ou não no subconsciente ou no inconsciente.
guillermo diz:
eu acredito que o nosso subconsciente determina a maior parte das nossas atitudes e opções, e outra parte do cérebro cria esquemas racionais para justificar
miguel diz:
eu acredito neles. Eu acredito que temos comportamentos que não sabemos explicar e que devem vir do conjunto complexo de emoções, sentimentos e atavismos que estão na base da nossa mente e a que podemos chamar subconsciente e inconsciente conforme a distância a que está daquilo sobre que temos um grau forte de consciência
guillermo diz:
mas também acreditas que pensando um bocadinho só, acabas por saber todas as razões pelas quais fizeste isto ou aquilo.
miguel diz:
mas enquanto tu dizes que tens consciência, até de olhos fechados, que queres fazer mal às mulheres para te vingares de elas te quererem roubar a liberdade
miguel diz:
eu não sinto disso
miguel diz:
no mínimo há aqui uma boa diferença entre nós
guillermo diz:
se calhar porque ainda não te deste ao trabalho de fechar os olhos e tentar sentir alguma coisa que não seja o teu cérebro ou a tua picha, sem ofensas
miguel diz:
começa porque eu nunca perdi a minha liberdade
miguel diz:
desculpa mas a minha picha não era para aqui chamada
miguel diz:
a tua é que pelos vistos é
miguel diz:
porque o desejo que tens por elas e que elas te contrariam ou vendem
miguel diz:
é que me faz pensar de olhos bem abertos que é a tua picha que pensa essas coisas feias
guillermo diz:
eu disse sem ofensas, quis dizer, deixares-te levar por outros caminhos que não seja só pensar
miguel diz:
a minha limita-se a ir vivendo e sobrevivendo sem ressentimentos demasiados
miguel diz:
eu não estou ofendido
guillermo diz:
não percebi se estás a dizer que sou bicha encapotado?
miguel diz:
só quis que visses que não faz sentido dizeres que a minha picha pensa quando me parece ser a tua que te domina
miguel diz:
é pá !! Onde viste isso ???
guillermo diz:
será? e a tua tristeza de viver por causa da perda de tesão?
miguel diz:
tens raiva às mulheres porque querias que elas te dessem o que não te dão senão em troca da tua liberdade. Quem é que está a pensar com a picha, nesse caso?
miguel diz:
problemas de tesão e tristeza associada não têm a ver com as mulheres. Sou eu o culpado ou o incapaz quando isso acontece
miguel diz:
e o envelhecimento que é um fenómeno natural não é culpa das mulheres e nem consigo fechar os olhos e pensar isso
miguel diz:
o facto de elas deixarem de nos olhar (as novinhas e boas que nós queríamos) é uma inevitabilidade da natureza
miguel diz:
triste fico, com isso
miguel diz:
mas vingança ??
guillermo diz:
Não digo que seja só eu a ter raiva das mulheres, para mim é uma consequência natural que deriva da nossa própria estrutura. Eu não digo raiva, mas natural rivalidade
miguel diz:
muito menos esta coitada que não merece essa minha vingança
miguel diz:
eu antes queria que ela fosse bem sucedida
guillermo diz:
está a ver, esse "coitada" é já um açoite
miguel diz:
nada a fazer Guillermo. Não consigo fechar os olhos e pensar o mesmo que tu
guillermo diz:
graças a Deus, senão não teríamos assunto para passar estes bons bocados
miguel diz:
as raparigas que não são atraentes por alguma razão, são tão coitadas como nós que já não conseguimos atrair o olhar de uma gaja boa
guillermo diz:
ok, partamos então desta tua última afirmação. Imagina agora que não te sentias atraído por mulher alguma e que nem a cultura nem o meio te faziam sentir mal por isso
miguel diz:
estou tentando imaginar
guillermo diz:
O contrario, sentires-te atraído, e não correspondido, por velho o pelo motivo que for, Isso provoca dor
miguel diz:
mas não creio que seja nem a cultura nem o meio que me condicionam
miguel diz:
é o meu tesão e, se faltar o tesão, a saudade dele que me fazem triste
miguel diz:
eu queria uma coisa que não posso ter
guillermo diz:
para eliminar a dor poderias eliminar o desejo, mas como isso não é possível, só resta o desejado
miguel diz:
eliminar o desejo (que era o que querias que eu imaginasse?) não posso.
guillermo diz:
para mim é tão simples quanto isto
miguel diz:
eliminar, anular, diminuir o objecto desejado não me traz felicidade
miguel diz:
mas nenhuma mesmo
guillermo diz:
não é felicidade, é reacção natural ao que nos ataca
miguel diz:
acho até uma réstea de felicidade (que me provoca melancolia) haver mulheres bonitas
miguel diz:
ainda bem que existem
miguel diz:
o mundo é mais bonito assim
guillermo diz:
o objecto do desejo faz-nos sofrer, logo defendemo-nos
miguel. diz:
não és o meu único amigo que tem esse ressentimento
miguel diz:
mas eu não me quero defender do objecto desejado. É essa a nossa diferença. Não me provoca ressentimento.
miguel diz:
a minha condição de não desejado é que me pode fazer infeliz
guillermo diz:
Não é um ressentimento, é a realidade. Lutamos todos contra isso na procura da nossa superação. É muito bom que assim seja, Só que de vez em quando não resistimos a castigar um pouco, como fizeste agora com a rapariga
miguel diz:
mas eu sei que isso de não ser desejado, é meu. Da minha condição actual
miguel diz:
tu insistes
guillermo diz:
não, não é só teu, É da condição humana
miguel diz:
não é matéria para aposta, infelizmente
miguel diz:
não é da condição humana, não
miguel diz:
quando somos novos todos temos a nossa parte do desejo das mulheres. Uns mais outros menos. Uns temos que lutar um pouco, outros têm a papinha feita
miguel diz:
desses mais facilmente eu teria inveja e ressentimento
guillermo diz:
terias mas não tens porque no fundo esse não te fazem mal nenhum
miguel diz:
mas ninguém me faz mal
guillermo diz:
o que te faz realmente mal é não poder satisfazer o teu desejo
miguel diz:
não culpo ninguém por isso
guillermo diz:
porque biologicamente estamos dotados dum desejo quase inesgotável a bem da sobrevivência
miguel diz:
nem sequer quando o desejo era maior e não tinha a minha dose de sexo
guillermo diz:
culpas, culpas, só que não sabes
guillermo diz:
se calhar culpas tanto as gajas que é por isso que não deste a nenhuma, até agora, a possibilidade de ter a tua amizade e o teu compromisso!!
miguel diz:
lembro-me de uma frase minha de quando era puto mas que era uma forma de ser mais esperto ou alarve que os outros ou para dar um escape às minhas necessidades
miguel diz:
creio que são outras razões
miguel diz:
que estão por detrás da minha incapacidade de compromisso
miguel diz:
mas voltando à frase que irá fazer as tuas delícias e a considerarás como prova do que defendes
miguel diz:
eu tinha uma teoria sobre as mulheres e que era : "o problema da violação das mulheres deixaria de ser um problema se fossem todas violadas ao mesmo tempo"
guillermo diz:
ah, e porque é que querias violar todas as mulheres?
miguel diz:
era ao mesmo tempo a manifestação da minha insatisfação e uma forma de fazer humor e talvez uma forma de solidariedade e de grupo masculina própria dos 18 anos
miguel diz:
eu queria satisfazer o meu desejo, rapaz
miguel diz:
mas não queria violá-las. Era só uma boutade (penso que posso dizer)
guillermo diz:
claro, é o que eu digo, como não podias satisfazer o desejo, toca de humilhar a todas
miguel diz:
não era para humilhar
miguel. diz:
não percebes nada
guillermo diz:
não se viola para humilhar, então para que é?
guillermo diz:
há alguma coisa que humilhe mais uma mulher do que violá-la?
miguel diz:
o que eu queria dizer com a minha teoria é que elas ficam humilhadas porque só lhes acontece a uma ou outra. Claro que se sentiriam humilhadas mesmo que fossem todas. Porque a violação implicaria ir contra a sua vontade
miguel diz:
mas na minha cabeça havia uma percepção de que as que são violadas se sentem pior porque são únicas em determinado tempo e meio social. São as únicas a quem aconteceu isso
guillermo diz:
contra a sua vontade fazem a maior parte das coisas que são a vontade de Deus, mas não por isso se humilham. O que está em causa é a sujeição pela força do homem, o seu natural inimigo
guillermo diz:
estás fora de contexto.Todas as tuas explicações são rebuscadas e improváveis
miguel diz:
se acontecesse a todos, o meu sonho é que elas se disponibilizariam para a violação. Ninguém mexericava sobre o assunto e elas (como era uma violação) sentir-se-iam moralmente satisfeitas pois não tinham tido responsabilidade no acto
miguel diz:
estou-te a contar um sonho de um jovem quase adolescente
guillermo diz:
que absurdo, se se disponibilizassem já não haveria violação, mas orgia
miguel diz:
para fazer graça entre amigos e ser mais garanhão que os outros
miguel diz:
continuas sem perceber
miguel diz:
nem consegues acompanhar os sonhos de um puto quando são absurdos
guillermo diz:
pois, eu percebo, mas até os pensamentos que cremos mais inocentes tem a sua razão de ser
miguel diz:
a sua razão de ser era o meu desejo insatisfeito
miguel diz:
meu e dos meus amigos
guillermo diz:
e por isso toca de castigar as malvadas!!!
miguel diz:
castigar não. No sonho as mulheres não sofriam
miguel diz:
sonho acordado
miguel diz:
não sofriam por comparação com as outras (porque a todas tinha acontecido o mesmo) nem moralmente porque eram forçadas e isso tirava-lhes a responsabilidade no acto. Num contexto de meninas virgens isso era importante. TUDO SONHO (acordado, é claro)
guillermo diz:
no sonho não, claro. Já era uma deturpação consciente
miguel diz:
sonho acordado, insisto
miguel diz:
uma fábula, se preferires
guillermo diz:
mas no subconsciente o que querias era castigar, usar o teu poder de captura , possuir, enfim, derrotar a tua inimiga
miguel diz:
essa é a tua tese.
guillermo diz:
é
miguel diz:
que eu recuso
guillermo diz:
tudo bem, falemos doutra coisa, mas já está ficando tarde, como vai o teu negócio?
miguel diz:
nunca senti essa relação com as mulheres.
miguel diz:
falei com o sócio principal e ele ouviu-me ..........
estás por aí ?
guillermo :
ESTOU
miguel diz:
ainda por aí?
Miguel diz:
não ouvi a tua resposta
miguel diz:
sabes que encontrei uma parva que tinha conhecido pela internet há cerca de dois anos e fiz uma asneira
miguel diz:
Encontrei-a no dia seguinte na Estufa Real (?) no Parque Eduardo VII no mesmo dia em que partia para Odeceixe
miguel diz:
ao outro dia quando voltava da praia tinha uma sms no telélé a dizer: "ao menos podias ter dito que tinhas chegado bem"
guillermo diz:
LEMBRO
miguel diz:
achei que a rapariga tinha no mínimo maus hábitos de linguagem
miguel diz:
pq não tinha, de facto, nada para cobrar e já estava com linguagem de cobrança
miguel diz:
hoje, sem saber que era ela meti conversa
miguel diz:
e descobrimos que nos conhecíamos.
miguel diz:
e na minha veia de samaritano resolvi explicar-lhe porque nunca mais lhe tinha dito "água vai"
miguel diz:
e contei-lhe a história
miguel diz:
ficou enxofrada
miguel diz:
na minha estupidez quis que ela percebesse que embora não tivesse cobrança a fazer e eu não o pudesse entender assim,
miguel diz:
a linguagem era no mínimo equívoca
miguel diz:
e dava a entender que estava habituada a esse tipo de linguagem
guillermo diz:
ACHO QUE SIM, PORQUE NÃO PODERIAS DAR A TUA OPINIÃO, SE ELA APRONTOU A SUA LOGO SEM TER CUIDADO?
miguel diz:
mas não aceitou bem a minha conversa
miguel diz:
logo me disse que tb não me tinha achado nada de especial
miguel diz:
e quando lhe disse que não a queria magoar mas avisá-la da má primeira impressão que deixou
miguel diz:
perguntou se o dizer que não a queria magoar, era para ela se rir
miguel diz:
pedi desculpa e imediatamente desliguei
miguel diz:
foi sem querer que entrei em contacto com ela
miguel diz:
e deu-me para fazer uma boa acção. Estúpido
guillermo diz:
pois aquela conversa inicial foi muito curta para entender que tipo de rapariga era. Se calhar até ela estava a brincar
miguel diz:
a brincar quando ?
miguel diz:
hoje ?
miguel diz:
no dia em que me mandou a sms?
miguel diz:
ela não se lembrava da frase do sms
guillermo diz:
no inicio, quando te cobrou que não te tinhas despedido. Podia estar a fazer género para ver que dizias, não sei
miguel diz:
mas nem achou nada estranha
miguel diz:
claro que nessa altura estava a pedir continuação. Mas com falta de jeito
miguel diz:
e antes de lhe contar perguntei-lhe se tinha tido algum sucesso nos contactos pela net
guillermo diz:
ok, mas as raparigas são assim, elas jogam sempre o seu papel.
miguel diz:
disse-me que não
miguel diz:
e perguntou como me tinham corrido a mim
miguel diz:
e eu disse-lhe que sim e alvitrei que talvez fosse porque eu sou menos exigente
miguel diz:
talvez já não tenha gostado
miguel diz:
as raparigas são o que tu quiseres aceitar quando estás disposto a desculpar
miguel diz:
mas há raparigas que arriscam menos na hora de dizer uma parvoíce que pode estragar o começo de uma relação
miguel diz:
é verdade que esta já não me tinha encantado (e pelos vistos eu a ela) mas com jeito pode-se ir mais longe
guillermo diz:
Sim deve haver graus, mas como se há-de sentir uma rapariga importante e segura se não nos desculpamos depois de "termos cometido o erro de lhes dar por um momento menos importância"?
miguel diz:
por isso admito que fui parvo
miguel diz:
não tinha que lhe contar uma intimidade que para ela era desagradável
miguel diz:
embora com boa intenção, porque queria que fosse uma lição para ela
guillermo diz:
aí é que eu duvido
miguel diz:
e que pudesse ter mais êxito noutras conversas e contactos
miguel diz:
duvidas da minha boa intenção ?
miguel diz:
não posso provar
guillermo diz:
tu sempre apontas um pouco para os erros e defeitos das moças para marcar uma posição superior logo à partida e também por um bocadinho de vingança
miguel diz:
dessa não me posso defender
miguel diz:
é uma opinião tua
guillermo diz:
...tu e todos. Não esquecemos tudo o que elas nos fazem sofrer!!!
miguel diz:
desculpa mas não me revejo
miguel diz:
muito menos nas circunstâncias do caso de hoje
guillermo diz:
É geral. O género feminino é o nosso inimigo, não concordas?
miguel diz:
eu achei que a rapariga que sofre de lupus e não é socialmente muito viva e brilhante poderia não estragar com um descuido básico as poucas oportunidades de ser bem sucedida numa relação internetal
miguel diz:
não concordo
miguel diz:
não tenho essa ideia das mulheres
guillermo diz:
eu vejo isso com os olhos fechados!
miguel diz:
podem não me dar o que eu quero
miguel diz:
mas isso não é razão para as achar minha inimigas
miguel diz:
mas tu vês imensas coisas de olhos fechados
miguel diz:
entre nós homens temos mais afinidades mas isso não faz das mulheres minhas inimigas. Mas nem um bocadinho
guillermo diz:
eu sim acho, mas por outras razões: nós sentimo-nos atraídos por uma força totalmente genética, mas o nosso espírito tende a ser livre
miguel diz:
e não sou vingativo ao ponto de conscientemente as querer tramar por simples desforço
guillermo diz:
é uma crueldade para um espírito livre, ter que estar sujeito a tamanha dependência
miguel diz:
mas eu entendo e sinto essa atracção mas o facto de querer permanecer livre ou elas não me darem o que eu quero senão em troca da minha liberdade, não me provoca desejos de vingança
guillermo diz:
daí logo que a paixão desaparece, os casais dedicam-se a maltratar-se
miguel diz:
dedicam a maltratar-se porque estão presos numa relação que já não querem
guillermo diz:
talvez não o sintas assim. Ainda por cima acreditas pouco no subconsciente
guillermo diz:
que os impede de sair?
miguel diz:
muitas vezes as crianças, outras vezes razões materiais
guillermo diz:
tretas, tretas e mais tretas
miguel diz:
outras vezes por razões sociais ou mesmo religiosas
miguel. diz:
ah é tretas?
miguel diz:
então o que andas tu a fazer de há meses para cá que não te separas e tanto te queixas?
miguel diz:
e não se trata de acreditar ou não no subconsciente ou no inconsciente.
guillermo diz:
eu acredito que o nosso subconsciente determina a maior parte das nossas atitudes e opções, e outra parte do cérebro cria esquemas racionais para justificar
miguel diz:
eu acredito neles. Eu acredito que temos comportamentos que não sabemos explicar e que devem vir do conjunto complexo de emoções, sentimentos e atavismos que estão na base da nossa mente e a que podemos chamar subconsciente e inconsciente conforme a distância a que está daquilo sobre que temos um grau forte de consciência
guillermo diz:
mas também acreditas que pensando um bocadinho só, acabas por saber todas as razões pelas quais fizeste isto ou aquilo.
miguel diz:
mas enquanto tu dizes que tens consciência, até de olhos fechados, que queres fazer mal às mulheres para te vingares de elas te quererem roubar a liberdade
miguel diz:
eu não sinto disso
miguel diz:
no mínimo há aqui uma boa diferença entre nós
guillermo diz:
se calhar porque ainda não te deste ao trabalho de fechar os olhos e tentar sentir alguma coisa que não seja o teu cérebro ou a tua picha, sem ofensas
miguel diz:
começa porque eu nunca perdi a minha liberdade
miguel diz:
desculpa mas a minha picha não era para aqui chamada
miguel diz:
a tua é que pelos vistos é
miguel diz:
porque o desejo que tens por elas e que elas te contrariam ou vendem
miguel diz:
é que me faz pensar de olhos bem abertos que é a tua picha que pensa essas coisas feias
guillermo diz:
eu disse sem ofensas, quis dizer, deixares-te levar por outros caminhos que não seja só pensar
miguel diz:
a minha limita-se a ir vivendo e sobrevivendo sem ressentimentos demasiados
miguel diz:
eu não estou ofendido
guillermo diz:
não percebi se estás a dizer que sou bicha encapotado?
miguel diz:
só quis que visses que não faz sentido dizeres que a minha picha pensa quando me parece ser a tua que te domina
miguel diz:
é pá !! Onde viste isso ???
guillermo diz:
será? e a tua tristeza de viver por causa da perda de tesão?
miguel diz:
tens raiva às mulheres porque querias que elas te dessem o que não te dão senão em troca da tua liberdade. Quem é que está a pensar com a picha, nesse caso?
miguel diz:
problemas de tesão e tristeza associada não têm a ver com as mulheres. Sou eu o culpado ou o incapaz quando isso acontece
miguel diz:
e o envelhecimento que é um fenómeno natural não é culpa das mulheres e nem consigo fechar os olhos e pensar isso
miguel diz:
o facto de elas deixarem de nos olhar (as novinhas e boas que nós queríamos) é uma inevitabilidade da natureza
miguel diz:
triste fico, com isso
miguel diz:
mas vingança ??
guillermo diz:
Não digo que seja só eu a ter raiva das mulheres, para mim é uma consequência natural que deriva da nossa própria estrutura. Eu não digo raiva, mas natural rivalidade
miguel diz:
muito menos esta coitada que não merece essa minha vingança
miguel diz:
eu antes queria que ela fosse bem sucedida
guillermo diz:
está a ver, esse "coitada" é já um açoite
miguel diz:
nada a fazer Guillermo. Não consigo fechar os olhos e pensar o mesmo que tu
guillermo diz:
graças a Deus, senão não teríamos assunto para passar estes bons bocados
miguel diz:
as raparigas que não são atraentes por alguma razão, são tão coitadas como nós que já não conseguimos atrair o olhar de uma gaja boa
guillermo diz:
ok, partamos então desta tua última afirmação. Imagina agora que não te sentias atraído por mulher alguma e que nem a cultura nem o meio te faziam sentir mal por isso
miguel diz:
estou tentando imaginar
guillermo diz:
O contrario, sentires-te atraído, e não correspondido, por velho o pelo motivo que for, Isso provoca dor
miguel diz:
mas não creio que seja nem a cultura nem o meio que me condicionam
miguel diz:
é o meu tesão e, se faltar o tesão, a saudade dele que me fazem triste
miguel diz:
eu queria uma coisa que não posso ter
guillermo diz:
para eliminar a dor poderias eliminar o desejo, mas como isso não é possível, só resta o desejado
miguel diz:
eliminar o desejo (que era o que querias que eu imaginasse?) não posso.
guillermo diz:
para mim é tão simples quanto isto
miguel diz:
eliminar, anular, diminuir o objecto desejado não me traz felicidade
miguel diz:
mas nenhuma mesmo
guillermo diz:
não é felicidade, é reacção natural ao que nos ataca
miguel diz:
acho até uma réstea de felicidade (que me provoca melancolia) haver mulheres bonitas
miguel diz:
ainda bem que existem
miguel diz:
o mundo é mais bonito assim
guillermo diz:
o objecto do desejo faz-nos sofrer, logo defendemo-nos
miguel. diz:
não és o meu único amigo que tem esse ressentimento
miguel diz:
mas eu não me quero defender do objecto desejado. É essa a nossa diferença. Não me provoca ressentimento.
miguel diz:
a minha condição de não desejado é que me pode fazer infeliz
guillermo diz:
Não é um ressentimento, é a realidade. Lutamos todos contra isso na procura da nossa superação. É muito bom que assim seja, Só que de vez em quando não resistimos a castigar um pouco, como fizeste agora com a rapariga
miguel diz:
mas eu sei que isso de não ser desejado, é meu. Da minha condição actual
miguel diz:
tu insistes
guillermo diz:
não, não é só teu, É da condição humana
miguel diz:
não é matéria para aposta, infelizmente
miguel diz:
não é da condição humana, não
miguel diz:
quando somos novos todos temos a nossa parte do desejo das mulheres. Uns mais outros menos. Uns temos que lutar um pouco, outros têm a papinha feita
miguel diz:
desses mais facilmente eu teria inveja e ressentimento
guillermo diz:
terias mas não tens porque no fundo esse não te fazem mal nenhum
miguel diz:
mas ninguém me faz mal
guillermo diz:
o que te faz realmente mal é não poder satisfazer o teu desejo
miguel diz:
não culpo ninguém por isso
guillermo diz:
porque biologicamente estamos dotados dum desejo quase inesgotável a bem da sobrevivência
miguel diz:
nem sequer quando o desejo era maior e não tinha a minha dose de sexo
guillermo diz:
culpas, culpas, só que não sabes
guillermo diz:
se calhar culpas tanto as gajas que é por isso que não deste a nenhuma, até agora, a possibilidade de ter a tua amizade e o teu compromisso!!
miguel diz:
lembro-me de uma frase minha de quando era puto mas que era uma forma de ser mais esperto ou alarve que os outros ou para dar um escape às minhas necessidades
miguel diz:
creio que são outras razões
miguel diz:
que estão por detrás da minha incapacidade de compromisso
miguel diz:
mas voltando à frase que irá fazer as tuas delícias e a considerarás como prova do que defendes
miguel diz:
eu tinha uma teoria sobre as mulheres e que era : "o problema da violação das mulheres deixaria de ser um problema se fossem todas violadas ao mesmo tempo"
guillermo diz:
ah, e porque é que querias violar todas as mulheres?
miguel diz:
era ao mesmo tempo a manifestação da minha insatisfação e uma forma de fazer humor e talvez uma forma de solidariedade e de grupo masculina própria dos 18 anos
miguel diz:
eu queria satisfazer o meu desejo, rapaz
miguel diz:
mas não queria violá-las. Era só uma boutade (penso que posso dizer)
guillermo diz:
claro, é o que eu digo, como não podias satisfazer o desejo, toca de humilhar a todas
miguel diz:
não era para humilhar
miguel. diz:
não percebes nada
guillermo diz:
não se viola para humilhar, então para que é?
guillermo diz:
há alguma coisa que humilhe mais uma mulher do que violá-la?
miguel diz:
o que eu queria dizer com a minha teoria é que elas ficam humilhadas porque só lhes acontece a uma ou outra. Claro que se sentiriam humilhadas mesmo que fossem todas. Porque a violação implicaria ir contra a sua vontade
miguel diz:
mas na minha cabeça havia uma percepção de que as que são violadas se sentem pior porque são únicas em determinado tempo e meio social. São as únicas a quem aconteceu isso
guillermo diz:
contra a sua vontade fazem a maior parte das coisas que são a vontade de Deus, mas não por isso se humilham. O que está em causa é a sujeição pela força do homem, o seu natural inimigo
guillermo diz:
estás fora de contexto.Todas as tuas explicações são rebuscadas e improváveis
miguel diz:
se acontecesse a todos, o meu sonho é que elas se disponibilizariam para a violação. Ninguém mexericava sobre o assunto e elas (como era uma violação) sentir-se-iam moralmente satisfeitas pois não tinham tido responsabilidade no acto
miguel diz:
estou-te a contar um sonho de um jovem quase adolescente
guillermo diz:
que absurdo, se se disponibilizassem já não haveria violação, mas orgia
miguel diz:
para fazer graça entre amigos e ser mais garanhão que os outros
miguel diz:
continuas sem perceber
miguel diz:
nem consegues acompanhar os sonhos de um puto quando são absurdos
guillermo diz:
pois, eu percebo, mas até os pensamentos que cremos mais inocentes tem a sua razão de ser
miguel diz:
a sua razão de ser era o meu desejo insatisfeito
miguel diz:
meu e dos meus amigos
guillermo diz:
e por isso toca de castigar as malvadas!!!
miguel diz:
castigar não. No sonho as mulheres não sofriam
miguel diz:
sonho acordado
miguel diz:
não sofriam por comparação com as outras (porque a todas tinha acontecido o mesmo) nem moralmente porque eram forçadas e isso tirava-lhes a responsabilidade no acto. Num contexto de meninas virgens isso era importante. TUDO SONHO (acordado, é claro)
guillermo diz:
no sonho não, claro. Já era uma deturpação consciente
miguel diz:
sonho acordado, insisto
miguel diz:
uma fábula, se preferires
guillermo diz:
mas no subconsciente o que querias era castigar, usar o teu poder de captura , possuir, enfim, derrotar a tua inimiga
miguel diz:
essa é a tua tese.
guillermo diz:
é
miguel diz:
que eu recuso
guillermo diz:
tudo bem, falemos doutra coisa, mas já está ficando tarde, como vai o teu negócio?
miguel diz:
nunca senti essa relação com as mulheres.
miguel diz:
falei com o sócio principal e ele ouviu-me ..........
A falta de água e o aquecimento global (continuação)
Carta à Maria Luísa de 26 de Novembro de 2007 na sequência da carta não enviada à Inês.
Querida Mana Manitu (Manitu é um Deus índio da América do Norte, se te lembras).
Não vale a pena alongar-me sobre o assunto da Irmã Puridade-Fraternidade. Desisti de lhe enviar seja o que for. Quanto ao Árctico, e apenas me referi ao Árctico, trata-se de um oceano e na conversa com a Irmã Fraternidade apenas nos referimos ao Árctico. Eu sei que há outros gelos e que não são oceanos. Mas o meu raciocínio apenas queria chamar a atenção sobre a irresponsabilidade dos alarmistas. É que nem têm o cuidado de dizer uma coisa que é óbvia mas que mesmo depois de eu te explicar parece não entenderes. Mas volto a explicar: "o volume da água transformada em gelo é 10% maior que o volume da mesma água em estado líquido. E é esse aumento de 10% que fica fora de água. Com o degelo esse volume perde os 10% que tinha a mais e a água resultante do degelo (do oceano Árctico, apenas e os gelos das baías da Antártida e da Gronelândia) passa a ocupar os 90% do volume que a massa de gelo já ocupava sob a água. Isto é, não vai haver aumento do nível das águas pelo degelo do Árctico."
Por outro lado, outras teorias negam que qualquer dos polos degele. Dizem, essas teorias, que os polos são tão frios que, mesmo com o aquecimento global, o que aconteceria é que as neves se acumulariam mais nos polos. Isso por efeito do aumento da precipitação em chuva que resultaria de uma maior evaporação (lógica !!!) com o aumento de temperatura. Portanto choveria mais em todo o lado, nomeadamente, nos polos. E esse acréscimo de chuva nos pólos (dado que as temperaturas aí se manteriam muito abaixo do ponto de congelação) contribuiria para a elevação dos gelos nas latitudes mais extremas o que compensaria o eventual degelo das franjas polares.
Entendamos estas teorias como explicações (defendidas por gente categorizada ao nível das Universidades americanas e europeias e mesmo asiáticas e que constavam de uns documentários que te mandei via Jaime antes do Verão mas que devem ter-te soado a heresia) que sustentam que a própria Terra tem um sistema de equilíbrio muito mais sofisticado do que os alarmistas gostam de anunciar. Mas cada um acredita no que quer. Tenho é pena que tenhamos deixado de ser religiosos para passar a ter outras fés. Somos de facto incorrigíveis. É que eu vejo estas manipulações de informação como formas de criar mitos, o que não tem muito a ver comigo, sendo, como sou, vítima (?) de um racionalismo feroz.
Por fim concordo que devemos ter cuidado com o que gastamos. Espero que, apesar das minhas ideias, não me consideres um esbanjador de energia ou outros bens de consumo. Pelo menos não mais que qualquer um de nós, cá em casa. Nem gosto de ir a praias sujas como parece que tu imaginas que eu gosto. As necessidades vão-nos impondo práticas novas. Só não quero que seja o medo excessivo a limitar-nos. E há uma burocracia internacional, de que a tua Irmã Puridade faz parte, que me assusta. A nova coqueluche das instâncias burocráticas internacionais é a falta de água (de há uns anos para cá que essa mana fala disto). E foi por lhe ter enviado, com umas graças à mistura, este ficheiro (que anexo) que a discussão estalou. A Mana Puridade não gosta que lhe chamem a atenção para o facto de fazer parte dessas instâncias que descobrem "issues" para justificar o seu trabalho. Claro que não trabalha em nenhuma organização ambientalista mas o seu coração condoído com os desvalidos e com as grandes causas mundiais é um só. E já vai a congressos do IPCC (organização da ONU para as alterações climáticas).
Adeus Mana Bruxa (ou Madame Min se preferires). Bjus M
P.S. A propósito do medo da falta de água, não sei como compatibilizar esse medo com a convicção da inevitabilidade do aquecimento global. É que diz a ciência que choverá mais se o clima aquecer. E não estou a fazer troça das regiões que têm problemas de desertificação como o Sul de Espanha e de Portugal. Esse é "issue" muito anterior ao surgimento das novas fés.
Querida Mana Manitu (Manitu é um Deus índio da América do Norte, se te lembras).
Não vale a pena alongar-me sobre o assunto da Irmã Puridade-Fraternidade. Desisti de lhe enviar seja o que for. Quanto ao Árctico, e apenas me referi ao Árctico, trata-se de um oceano e na conversa com a Irmã Fraternidade apenas nos referimos ao Árctico. Eu sei que há outros gelos e que não são oceanos. Mas o meu raciocínio apenas queria chamar a atenção sobre a irresponsabilidade dos alarmistas. É que nem têm o cuidado de dizer uma coisa que é óbvia mas que mesmo depois de eu te explicar parece não entenderes. Mas volto a explicar: "o volume da água transformada em gelo é 10% maior que o volume da mesma água em estado líquido. E é esse aumento de 10% que fica fora de água. Com o degelo esse volume perde os 10% que tinha a mais e a água resultante do degelo (do oceano Árctico, apenas e os gelos das baías da Antártida e da Gronelândia) passa a ocupar os 90% do volume que a massa de gelo já ocupava sob a água. Isto é, não vai haver aumento do nível das águas pelo degelo do Árctico."
Por outro lado, outras teorias negam que qualquer dos polos degele. Dizem, essas teorias, que os polos são tão frios que, mesmo com o aquecimento global, o que aconteceria é que as neves se acumulariam mais nos polos. Isso por efeito do aumento da precipitação em chuva que resultaria de uma maior evaporação (lógica !!!) com o aumento de temperatura. Portanto choveria mais em todo o lado, nomeadamente, nos polos. E esse acréscimo de chuva nos pólos (dado que as temperaturas aí se manteriam muito abaixo do ponto de congelação) contribuiria para a elevação dos gelos nas latitudes mais extremas o que compensaria o eventual degelo das franjas polares.
Entendamos estas teorias como explicações (defendidas por gente categorizada ao nível das Universidades americanas e europeias e mesmo asiáticas e que constavam de uns documentários que te mandei via Jaime antes do Verão mas que devem ter-te soado a heresia) que sustentam que a própria Terra tem um sistema de equilíbrio muito mais sofisticado do que os alarmistas gostam de anunciar. Mas cada um acredita no que quer. Tenho é pena que tenhamos deixado de ser religiosos para passar a ter outras fés. Somos de facto incorrigíveis. É que eu vejo estas manipulações de informação como formas de criar mitos, o que não tem muito a ver comigo, sendo, como sou, vítima (?) de um racionalismo feroz.
Por fim concordo que devemos ter cuidado com o que gastamos. Espero que, apesar das minhas ideias, não me consideres um esbanjador de energia ou outros bens de consumo. Pelo menos não mais que qualquer um de nós, cá em casa. Nem gosto de ir a praias sujas como parece que tu imaginas que eu gosto. As necessidades vão-nos impondo práticas novas. Só não quero que seja o medo excessivo a limitar-nos. E há uma burocracia internacional, de que a tua Irmã Puridade faz parte, que me assusta. A nova coqueluche das instâncias burocráticas internacionais é a falta de água (de há uns anos para cá que essa mana fala disto). E foi por lhe ter enviado, com umas graças à mistura, este ficheiro (que anexo) que a discussão estalou. A Mana Puridade não gosta que lhe chamem a atenção para o facto de fazer parte dessas instâncias que descobrem "issues" para justificar o seu trabalho. Claro que não trabalha em nenhuma organização ambientalista mas o seu coração condoído com os desvalidos e com as grandes causas mundiais é um só. E já vai a congressos do IPCC (organização da ONU para as alterações climáticas).
Adeus Mana Bruxa (ou Madame Min se preferires). Bjus M
P.S. A propósito do medo da falta de água, não sei como compatibilizar esse medo com a convicção da inevitabilidade do aquecimento global. É que diz a ciência que choverá mais se o clima aquecer. E não estou a fazer troça das regiões que têm problemas de desertificação como o Sul de Espanha e de Portugal. Esse é "issue" muito anterior ao surgimento das novas fés.
Crescimento económico e Quadratura do Círculo
Carta a Pacheco Pereira na sequência do programa Quadratura do Círculo de 20 de Fevereiro de 2008
Caro Pacheco Pereira,
Estava a ouvir a Quadratura do Círculo e o Jorge Coelho a vangloriar-se do excelente estado das nossas contas públicas e do crescimento do PIB, comparando a situação actual à do governo de Durão Barroso e Manuela Ferreira Leite, e fiquei à espera da vossa (sua e do Lobo Xavier) resposta. Surpreendentemente não têm nada a dizer em defesa do Governo dos seus partidos. E não é a primeira vez que vejo os socialistas gabarem-se dos seus "brilhantes desempenhos" e os representantes dos partidos dos governos anteriores da direita nada objectarem. É bom lembrar que o Engenheiro Guterres saiu do Governo porque, como então afirmou, íamos entrar no pântano. E o pântano queria dizer que estávamos a entrar no tempo das vacas magras. Porque se as vacas continuassem gordas ele não se tinha ido embora como todos muito bem sabemos. E foi assim que, com as finanças descontroladas, e a Europa e a América em recessão ou crescimento anémico, o Governo de Durão Barroso teve que defrontar o problema do deficit das contas públicas. E aí, apesar do rigor da nossa Dama de Ferro, Manuela Ferreira Leite, toda a esquerda, nomeadamente os socialistas, disse mal das suas políticas de contenção orçamental. Pode-se aqui dizer, com toda a propriedade, que os socialistas fizeram o mal e a caramunha. E afinal chegaram ao poder para adoptarem aquelas mesmas políticas. Dizem que com melhores resultados. É um facto que subiram os impostos e isso contribuiu para melhorar o deficit orçamental. Por outro lado, como toda a gente sabe, a Europa e a América saíram em 2005 da crise em que tinham mergulhado, exactamente quando Sócrates chegou ao poder. Se a saúde das economias europeia e americana melhoram, a nossa economia também melhora (é escusado explicar porquê). Foi assim que com o simples facto de deixar de ocorrer um crescimento negativo ou, finalmente, já com o crescimento do PIB, foi possível financiar o deficit orçamental. "Grande Victória", alardeiam os socialistas. E os representantes da direita calam e aceitam. Quando muito, alegam que o crescimento deve-se aos empresários e não ao Governo. Mas então dever-se-ia concluir que a culpa é dos empresários quando surge a recessão. Mal respondido pelo Lobo Xavier, como se vê. Não é só a sólida maioria no Parlamento e a sã cooperação com o Presidente da República que deram condições para uma melhor performance do Governo. Foi a evolução das condições económicas mundiais que ajudaram os socialistas e os portugueses também. Não porque tenhamos melhores condições de vida do que em 2005 mas porque estamos a criar melhores bases para poder ter uma economia mais competitiva.
Assim, Portugal saiu da recessão e podemos falar do crescimento de 1,9% do PIB porque a Europa e os EUA melhoraram substancialmente as suas performances de crescimento. Não saber argumentar com a simples frase "Apenas podemos falar do crescimento de 1,9% do PIB porque a Europa e os EUA melhoraram substancialmente as suas performances de crescimento. E que sem esse facto ainda estaríamos em recessão", demonstra uma intenção de penalizar os partidos a que pertencem. Isto para não lhes chamar ineptos. E se o PSD e o PP não conseguem ser boa oposição talvez fosse bom lembrar que os socialistas adoptaram as suas políticas e soaria a falso, como por vezes soa, aqueles partidos atacarem as políticas que preconizaram quando estavam no governo. Tanto mais que os que deviam encontrar argumentos para os defender, apenas se preocupam em mostrar a sua independência como comentadores e o seu desagrado por Durão Barroso ter dado aquele mau passo, seguido do oportuno puxar do tapete ao Santana Lopes (que de facto estava em estado de bébé na incubadora) pelo Presidente Jorge Sampaio.
Em resumo: O Jorge Coelho está ali como comissário político pelo PS e os seus opositores são políticos diletantes e cosmopolitas. Ora bolas !!!
Caro Pacheco Pereira,
Estava a ouvir a Quadratura do Círculo e o Jorge Coelho a vangloriar-se do excelente estado das nossas contas públicas e do crescimento do PIB, comparando a situação actual à do governo de Durão Barroso e Manuela Ferreira Leite, e fiquei à espera da vossa (sua e do Lobo Xavier) resposta. Surpreendentemente não têm nada a dizer em defesa do Governo dos seus partidos. E não é a primeira vez que vejo os socialistas gabarem-se dos seus "brilhantes desempenhos" e os representantes dos partidos dos governos anteriores da direita nada objectarem. É bom lembrar que o Engenheiro Guterres saiu do Governo porque, como então afirmou, íamos entrar no pântano. E o pântano queria dizer que estávamos a entrar no tempo das vacas magras. Porque se as vacas continuassem gordas ele não se tinha ido embora como todos muito bem sabemos. E foi assim que, com as finanças descontroladas, e a Europa e a América em recessão ou crescimento anémico, o Governo de Durão Barroso teve que defrontar o problema do deficit das contas públicas. E aí, apesar do rigor da nossa Dama de Ferro, Manuela Ferreira Leite, toda a esquerda, nomeadamente os socialistas, disse mal das suas políticas de contenção orçamental. Pode-se aqui dizer, com toda a propriedade, que os socialistas fizeram o mal e a caramunha. E afinal chegaram ao poder para adoptarem aquelas mesmas políticas. Dizem que com melhores resultados. É um facto que subiram os impostos e isso contribuiu para melhorar o deficit orçamental. Por outro lado, como toda a gente sabe, a Europa e a América saíram em 2005 da crise em que tinham mergulhado, exactamente quando Sócrates chegou ao poder. Se a saúde das economias europeia e americana melhoram, a nossa economia também melhora (é escusado explicar porquê). Foi assim que com o simples facto de deixar de ocorrer um crescimento negativo ou, finalmente, já com o crescimento do PIB, foi possível financiar o deficit orçamental. "Grande Victória", alardeiam os socialistas. E os representantes da direita calam e aceitam. Quando muito, alegam que o crescimento deve-se aos empresários e não ao Governo. Mas então dever-se-ia concluir que a culpa é dos empresários quando surge a recessão. Mal respondido pelo Lobo Xavier, como se vê. Não é só a sólida maioria no Parlamento e a sã cooperação com o Presidente da República que deram condições para uma melhor performance do Governo. Foi a evolução das condições económicas mundiais que ajudaram os socialistas e os portugueses também. Não porque tenhamos melhores condições de vida do que em 2005 mas porque estamos a criar melhores bases para poder ter uma economia mais competitiva.
Assim, Portugal saiu da recessão e podemos falar do crescimento de 1,9% do PIB porque a Europa e os EUA melhoraram substancialmente as suas performances de crescimento. Não saber argumentar com a simples frase "Apenas podemos falar do crescimento de 1,9% do PIB porque a Europa e os EUA melhoraram substancialmente as suas performances de crescimento. E que sem esse facto ainda estaríamos em recessão", demonstra uma intenção de penalizar os partidos a que pertencem. Isto para não lhes chamar ineptos. E se o PSD e o PP não conseguem ser boa oposição talvez fosse bom lembrar que os socialistas adoptaram as suas políticas e soaria a falso, como por vezes soa, aqueles partidos atacarem as políticas que preconizaram quando estavam no governo. Tanto mais que os que deviam encontrar argumentos para os defender, apenas se preocupam em mostrar a sua independência como comentadores e o seu desagrado por Durão Barroso ter dado aquele mau passo, seguido do oportuno puxar do tapete ao Santana Lopes (que de facto estava em estado de bébé na incubadora) pelo Presidente Jorge Sampaio.
Em resumo: O Jorge Coelho está ali como comissário político pelo PS e os seus opositores são políticos diletantes e cosmopolitas. Ora bolas !!!
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