domingo, 18 de novembro de 2007
ABRUPTO
sábado, 17 de novembro de 2007
A REVOLTA DO AUTOMOBILISTA
Multa de estacionamento
Hoje, sábado à noite, fui multado por estacionamento indevido. A multa por estacionamento indevido é de €30,00. Mas a Polícia Municipal anda à solta no sábado à noite e bloqueia carros em cima do passeio. O bloqueio faz subir a multa para o dobro, €60,00. No meu caso o passeio tinha
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Duas pequenas perplexidades.
A primeira : na contra-capa do Público, publica-se a rubrica "Sobe e desce" que tem um pequeno texto e fotografia dos visados , e onde se valoriza quem tem mérito (com uma seta a subir) e denigre-se o demérito (com uma seta a descer). Hoje, 6 de Nov. 2007, aparece a descer imagine-se quem ? D. Salvatore "Lo Piccolo". O personagem é um chefe da Mafia que foi preso depois de passar 25 anos na clandestinidade. Como "Lo Piccolo", por causa do seu métier, só podia estar com a seta a descer, procuro, e à primeira não alcanço, o motivo por que "Lo Piccolo" tem direito a comparecer na rubrica. Mas pensando um pouco, lá descobri (pensar sempre ajuda). Deve ser porque o homem se deixou prender !!!! Enquanto andou solto, a fazer tropelias, devia ter aparecido com a seta subir. Alguém, porém, se esqueceu do pequeno Piccolo e nunca foi distinguido com tal sorte.
A segunda : Informam-me que António Lobo Antunes em entrevista à revista Visão declara: "... não tenho a menor dúvida de que não há, na língua portuguesa, quem me chegue aos calcanhares". Percebo que a comparação abrange também as outras literaturas em português, brasileira e outras. A frase não tem erros, vá lá. Mas o homem é um vaidosão. Isso é patente quando é entrevistado na rádio. Pressente-se o pedante a olhar para o tom da sua voz e para o efeito das suas palavras, igual ao vaidoso a olhar no espelho o seu umbigo. Parece que o azedume que, em última análise, é o que está por detrás da prosápia, não é mais do que a raiva ao Saramago que, por seu lado, não é pedante mas é um ressabiado social que atingiu o estrelato. Um antipático, enfim... . Como pessoa prefiro a Agustina que é por certo comparável na escrita a estes dois matulões. A Agustina é doce e cúmplice no trato e guarda o vinagre e os defeitos da virtude para as suas personagens.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Horror - o Berardo na SicNotícias
Ontem, 15 de Outubro, o noticiário das 9h (creio) da SicNotícias abriu com um tremendo ataque ao BCP e a Jardim Gonçalves numa exibição despudorada do poder mediático. Pagos ou não para o fazer, fizeram o jogo do Berardo e, eventualmente, de outros mais discretos mas igualmente interessados. Não foi um espectáculo digno.
Em primeiro lugar, dar meia hora de tempo de antena ao ogre que mal fala português é uma bajulice ao dinheiro do descarado.
Em segundo lugar, todo o mundo sabe que o Berardo está em guerra aberta com esta administração do BCP que, inclusivé, lhe prometeu interpôr uma acção por injúrias ou por difamação anteriores. Falou sem oposição nem contraditório, tendo o jornalista, Mário Crespo, excedido os limites do admissível nas indagações que lhe fazia, mais parecendo parte interessada. Toscamente exigia mais declarações bombásticas do "homem do megafone emprestado" que aproveitou o tempo de antena extra que lhe concediam para dar mais umas alfinetadas noutros parceiros de negócio com quem tem diferendos (a Papelaria Fernandes e a Sogrape. Pelo menos neste último caso os diferendos são tão graves que já chegaram à via judicial. Alfinetadas que dada a posição de privilégio que detem nas televisões lhe dá um poder negocial extra). Convem lembrar que, ainda que quisesse, o BCP não pode publicamente falar sobre assuntos que dizem respeito a clientes sob pena de violar o sigilo bancário. Claro que é obrigado a dar resposta às perguntas que o Banco de Portugal faça no estrito limite das competências de regulação da actividade financeira que lhe foram atribuídas (nomeadamente para questionar se a legislação que impede a concessão de créditos a membros dos orgãos sociais e seus familiares foi ou não violada). E igualmente dar resposta à CMVM quanto a eventual tratamento de favor que o BCP tenha concedido a um sócio o que tenha recusado a outros. Mais do que isso não pode o BCP fazer, pois o negócio financeiro é por natureza sigiloso.
Em terceiro lugar, era da mais "razoável sensatez" os senhores jornalistas só tomarem posição depois das entidades reguladores da actividade em causa dizerem de sua justiça. Bem sei que qualquer mortal é crucificado pelos media muito antes de ser condenado. O espectáculo exige. Mas neste caso andam a brincar com o dinheiro dos investidores (dos pequenos que dos grandes ninguém tem pena e todos se sentem autorizados ao "mata, esfola"). O Berardo, com a empáfia que o dinheiro lhe dá, diz que vai para tribunal se não gostar das atitudes que o Banco de Portugal e a CMVM tomarem nesta questão. Os senhores jornalistas também podiam esperar antes de colaborarem com o Berardo, pois está para se saber se esta não é uma campanha orquestrada. O Berardo disse na entrevista que não é ele o chefe da orquestra. Será ?
Em quarto lugar, o Banco é dos accionistas e de alguma forma dos depositantes. Quanto aos depositantes, o Banco é sólido e podem sair e escolher novo banco para os seus depósitos a qualquer momento. No que respeita aos accionistas de um banco exclusivamente privado, o ideal era deixarmos que se desenvencilhassem dos seus problemas, nomeadamente, o da luta pelo poder. Não me venham dizer que estão a defender os interesses dos pequenos accionistas porque a curto prazo estão certamente a prejudicá-los e muitas vezes o pequeno accionista não pode manter essa posição durante muito tempo e tem que vender à pressa.
Em quinto lugar, falar em "perdão" da dívida quando o que aparentemente se fez foi considerar a dívida incobrável, é prova de má fé indesculpável. Entretanto, já começam nos jornais a abandonar essa expressão e a utilizar outra, também infeliz: o "esquecimento" da dívida.
Infelizmente parece que ninguém tem sentido de responsabilidade nas televisões e brincam com coisas sérias. Não tinha o Mário Crespo nesta conta.
Engraçado e quem sabe se intencional foi o primeiro anúncio do intervalo, logo a seguir ao fim da entrevista do Berardo. O anúncio era exactamente do BCP onde, com vozes excepcionalmente cândidas (que naquele momento soavam a falso e eram deslocadas pela suspeição levantada na entrevista sobre a seriedade do banco), se aconselhava as pessoas a depositarem os seus aforros no banco e ali solicitarem os seus empréstimos. Imediatamente surge a suspeita de que havia intenção malévola por detrás, tão desadequado foi o momento para passar o anúncio. Claro que pode ter sido coincidência.
Uma hora depois, ainda na SicNotícias, num frente a frente entre Manuel Monteiro e João Soares, este último deu mais uma achega. Evidentemente que o tema do grande capital o preocupa. Não fosse ele socialista dos bons, dos genuínos. O episódio comentado no telejornal anterior fê-lo considerar que a actividade bancária já não se rege pelos sãos princípios de há trinta, quarenta anos, quando era uma actividade séria. Agora as sociedades actuais, informatizadas e globalizadas têm que repensar e maduramente ponderar para onde nos levam os banqueiros. A actividade financeira mais parece uma actividade de casino, afiançava. Onde apenas se quer ganhar dinheiro imediatamente e a qualquer preço e onde, construir reputações como antigamente, já não é uma preocupação. E logo deu o exemplo de um corretor que no extremo oriente tinha levado à falência um banco dos mais antigos do Reino Unido numa fraude descomunal. É verdade !! Quase ficou rico, o homem. Foi descoberto antes de tapar o buraco. Mas já o Alves dos Reis quase ficava rico e, ainda por cima, simultâneamente quase ficava dono do Banco de Portugal (se a memória me não falha).
A família Soares viveu e prosperou no medo do comunismo. Na família não se sentem "a gusto" se, salvar-nos da “besta”, já não fôr o seu papel grandioso. Será por isso que o esquerdismo se lhes renova serôdiamente e com força ? Claro que, se o papão se reinstalasse, cá estariam eles para se aliarem aos americanos e nos resgatarem.
Em resumo, estes ataques ao grande capital por parte dos media servem as estratégias de alguns grandes capitalistas; contraditoriamente, alimentam as ambições de uma nova ordem mundial; e, talvez mais feio que tudo, fazem fervilhar em lume brando a inveja das massas remediadas e/ou remendadas na esperança de um dia nos darem a assistir o explodir do vulcão a explodir, passando os senhores jornalistas a ter um maior protagonismo em nova tomada da Bastilha. Imaginem como seria grandioso se a Revolução Francesa passasse diariamente em directo às oito horas, num contínuo espectáculo televisivo, em episódios escaldantes. Não se sabe como o quarto poder encaixaria no puzzle. O problema é que, na primeira cambalhota da Revolução, os revolucionários podiam ir pela cabeça do Mário Crespo.
Nota final: Declaração de interesses: não tenho acções no BCP. Outras declarações : se o BCP concedeu financiamento às empresas do grupo a que pertence o filho de Jardim Gonçalves, sem exigir garantias reais ou pessoais sólidas, pode ser o fim da carreira do Eng. Jardim Gonçalves porque o episódio não o deixa bem visto. Mas têm que ser os accionistas a tirar essa conclusão. Não sei se o Banco de Portugal tem competência para agir nessa matéria.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
O Tratado Reformador
Penso que as figuras de Presidente e de Ministro de Negócios Estrangeiros da União Europeia também se mantêm em relação ao previsto no tratado constitucional de triste memória.
E, para atenuar as críticas dos sectores que se opôem ao cariz neo-liberal da integração europeia, pretende substituir-se o princípio "economia de mercado aberto e de livre concorrência" constante dos tratados, pela fórmula/princípio que define a União Europeia como "economia social de mercado altamente competitiva que tenha como meta o pleno emprego e o progresso social" (parece uma disposição retirada da Constituição Portuguesa com o acrescento "altamente competitiva").
Não se percebe, por isso, por que razão a ideia de referendar este Tratado Reformador levanta tantas objecções a pessoas cuja idoneidade política e seriedade intelectual está acima de qualquer suspeita (vd. a posição da Doutora Assunção Esteves que se demitiu de eurodeputada, eleita pelo PSD, por não concordar com a posição deste partido de exigir que se realize, como prometido, um referendo para a sua eventual aprovação). O Doutor Paulo de Pitta e Cunha afirma que assim se volta ao «método furtivo» para proceder a avanços na integração europeia, fugindo aos referendos e optando pelas aprovações «cómodas» nos Parlamentos.
N.B. Declaração de interesses: Reconheço que sou contra o aprofundamento da integração política da União Europeia. Considero a União Europeia incapaz de manter unidade política em situações de grave anormalidade política como a que se verificou com a invasão do Iraque. Não quero que as novas disposições constitucionais conduzam à rigidificação do sistema político, levando à implosão da União Europeia por falta de flexibilidade das instituições.
terça-feira, 14 de agosto de 2007
A confusão dos números na RTP.
Que um telejornal de referência faça confusão entre PIB e património nacional, é uma vergonha. Ou será intencional e, com má fé, pretende-se aumentar artificialmente a revolta pelas desigualdades de fortuna e alimentar conversas de caserna ?
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Reportagem Incendiária
Parece que a reportagem, feita pelo amador de serviço, estaria pronta e na RTP não quiseram perder a oportunidade de mostrar que alguém tinha trabalhado no fim de semana. Mesmo que a realidade da correcção ocorrida nos mercados bolsistas no dia de hoje tivesse inutilizado o trabalho e que o BCE considere que os mercados estão normalizados com a ampla liquidez conferida ao mercado, o execrável serviço público não se comoveu.
Ao serviço de quem estarão a RTP e José Rodrigues dos Santos que suponho seja o editor daquele Telejornal ? Como é possível que a RTP, com o alcance que um canal de televisão público tem, possa ser tão irresponsável ? A arrogância e irresposbilidade dos jornalistas está ali bem documentada.
E como uma cereja em cima de um bolo, ainda nos pisca o olho como se fôssemos crianças e talvez seus cúmplices.
Miguel Rosa
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Curiosidades
Fonte : Esther Mucznik, jornal Público de 2 de Agosto de 2007.
b) "Os chimpanzés são tão humanos quanto nós, só que de outra espécie." Título de um artigo com chamada de primera página numa edição recente do Público (há cerca de dois meses). A maior parte das pessoas vêem imediatamente o ridículo da afirmação mas, inesperadamente, há quem a ache razoável. A questão importante era perceber o porquê desse desvio de sensibilidade. Um gosto por ser original ? Por ser prá frentex ? Serão simplesmente pedantes ? Não acerto na resposta, certamente.
Mas o argumento de quem gosta da frase é : "... a frase diz-me algo porque de facto tudo é relativo. Todas as diferenças são apenas uma questão de grau". E desatam a dissertar sobre a percentagem de genes comuns entre os humanos e os chimpanZÉS. Falam como um livro aberto; muito cultos mesmo. E eu que pensava que não nos confundiam com os ZÉS da espécie Chimpan. Pensava eu cheio de pelo e um pouco achimpanzado que as palavras tinham mais significado. Claro que somos nós que convencionamos o sentido das palavras. Mas julgava que a espécie humana éramos apenas nós; nós os Zés de uso corrente, uns baptizados outros não. E que o diferente grau era a essência mesma da diferença.
E lembrei-me com isto do meu primeiro contacto com o pós-modernismo na linguagem, fez trinta anos já. Um colega de faculdade de então, em conversa amena começa a perorar sobre a inexistência do altruísmo. Para ele só havia egoísmo. A realidade "altruísmo" era apenas nossa construção que a nada correspondia. E muito satisfeito com a sua esperteza explicava: "aquilo a que chamam altruísmo é mero egoísmo de gente que tira para si mesma um prazer que resulta de pensar nos outros ou a actuar para o bem de outros". Uns sonsos, certamente. Só que à primeira objecção, borregou. Mas se é tudo egoísta como se explicam as diferentes consequências das duas atitudes ? Dos altruístas saem obras úteis para as pessoas. Dos egoístas, enquanto actuem ou pensem nessa qualidade, só resultam benefícios para si próprios (salvo engano ou coincidência). Poderei continuar a usar esse vocábulo ? Perguntei. Não obtive resposta clara.
O pós-modernismo é de facto castrador. E os seus cultores esgotam-se em masturbações intelectuais cansativas e improdutivas. No mundo clássico e ante-moderno a inteligência residia em saber fazer distinções, em perceber as diferenças que as sensibilidades mais finas podiam explicar. No mundo pós-moderno usa-se a inteligência para confundir todos, relativizando e igualizando tudo. Nem a analogia se salva face à "isologia"(neologismo meu); distinguir é obra menor. Só quem igualiza se distingue, parecem disso estar convencidos.
E eu só conheço as manifestações elementares e popularizadas do fenómeno. Parece que o movimento tem ramificações científicas (nas ciências sociais) que ainda não são do domínio do comum dos mortais. Que falta de paciência para ouvir os próceres mais conhecidos do movimento: Eduardo Prado Coelho e Boaventura Sousa Santos.
c) O António já começou a fazer concessões à demagogia e ao ZÉ (que não se vê a quem faça falta). Só o António não vê que vai ter que carregar com ele às costas. Ou talvez seja para o co-responsabilizar na gestão da CML por ser quem mais lhe pode disputar o eleitorado à esquerda. Os lisboetas seriam broncos para isso. O ZÉ já leva 14 denúncias, processos judiciais e providências cautelares e os tribunais já decidiram por 7 vezes, em nenhuma delas lhe dando razão; pelas outras 7, aguardemos. Se não alimentam o "puro", o "puro" denuncia. No seu afã de justiça social, que julga ser o único a prosseguir, o ZÉ já conseguiu do António, à custa dos promotores imobiliários, que as novas aprovações de projectos imobiliários pela CML satisfaçam um requisito: que 20% dos fogos desses projectos sejam vendidos ou arrendados a preços controlados. O acordo do ZÉ com o António, por enquanto, é ilegal. O Governo vai ter que legislar, o PDM vai ter que ser alterado. Mas o António tem amigos no Governo e vai consegui-lo. Por outro lado, o António ganha um seguro de viagem: a promessa do ZÉ não o torpedear com processos que o poderiam levar à condição de arguido. E como brinde o ZÉ leva um pelourinho : o do Ambiente, para poder meter o nariz em tudo e tudo emperrar. Boa sorte alfacinhas.
Choque Ideológico - o "puro"
O "puro" intitula-se historiador. Gostaria de saber que História conseguirá fazer com tanto fanatismo de avaliação. Não é apenas por este episódio que se lhe reconhece a histeria esquerdista. O pingue-pongue no jornal Público com a Helena Matos é bem prova disso. Há tempos, recusava-se a ler o estudo da CIP sobre a localização do Novo Aeroporto de Lisboa porque não se sabia quem o havia financiado. Foi dessa vez que o Vasco Pulido Valente, com razão, lhe deu o cognome de o "Puro". Não haverá mais ninguém para fazer um pingue-pongue de melhor nível com Helena Matos ? Ela merecia mais.
sábado, 28 de julho de 2007
O Aquecimento Global de "olhos fechados"
Mostrei a um amigo dois documentários produzidos pelo Channel 4 que entre outras coisas defende que o actual aquecimento não se confirma nas médias alturas da atmosfera (o que contraria a teoria do aquecimento global), que o aquecimento não é induzido pela quantidade de CO2 existente na atmosfera (antes pelo contrário, é o aquecimento que conduz à acumulação de CO2 na atmosfera), que a acção do homem parece nada ter a ver com o actual aquecimento da atmosfera que é de meio grau centígrado, medido ao nível do solo e nas cidades. Os documentários têm cerca de duas horas de duração e têm imensa informação defendida por eminentes metereologistas e climatologistas (e um dissidente e fundador do Greenpeace) provenientes das mais prestigiadas universidades americanas, canadianas, inglesas e de outros países europeus, incluindo o M.I.T., Harvard e outras.
Esse meu amigo viu uma pequena parte de um dos documentários e não quis ver mais. A questão é que ele não precisa de ser convencido pois, embora tenha um espírito científico (diz de si próprio), sabe de ciência certa que o homem está a destruir o planeta, a produzir dióxido de carbono que lança sobre a atmosfera e que esse é um gás com efeito de estufa o que impede o calor dos raios solares de se escaparem para o exterior da atmosfera. Não há medições que o convençam do contrário. E candidamente explica : "...basta-me fechar os olhos, imaginar os milhares de milhão de indivíduos, os milhões de cidades, os milhões de aviões, a poluição produzida e comparar com a dimensão da Terra e a equação está feita, o mal diagnosticado e o culpado condenado. Ficaria atónito e desacreditado se com toda esta actividade não houvesse nenhuma consequência...". As palavras entre aspas, são dele. Não inventei para colorir. Na minha forma de ver é o que se chama um cientista de olhos fechados. E são aos milhares de milhão, meu Deus !!!! A religião acabou para tantos de nós mas o espírito religioso está lá, todinho.
P.S. Queria ter incluído o link do documentário que circula no You Tube com o título de The Great Global Warming Swindle mas não sei como se faz essa operação.
domingo, 22 de julho de 2007
A Boca Suja de Corrupção
Mas agora a caserna chegou aos doutorados, aos professores catedráticos, aos escritores, aos advogados. O discurso é, pois, menos simplista. Nem podia ser de outra maneira. Só que a responsabilidade é muito maior. As audiências são nacionais e a má fé para tirar efeito é imperdoável. Aqui o efeito é, por vezes, a visibilidade política, outras vezes, a valorização profissional, e outras ainda, o efeito é imediato : a remuneração directa. Não vale a pena dar muitos exemplos mas... . Só um dos últimos: "o Saldanha Sanches declarou em televisão que havia no país um sem número de casos de corrupção que passavam impunes por cumplicidades entre o Ministério Público e os autarcas. O Ministério Público não gostou da ofensa generalizada ao seu bom nome e abriu um inquérito para saber quem eram os prevaricadores. Ouvido o oráculo, Saldanha Sanches declarou que os únicos casos que conhecia eram os que vinham por vezes mencionados na comunicação social." Foi obrigado a engolir em seco.
Não quero negar a existência de corrupção. Apenas queria tirá-la das primeiras páginas dos telejornais que diariamente nos assaltam como fogos em época bem sucedida deles. A corrupção é para a polícia investigar e não para oferecer circo com ela. O povão adora circo. E conversas de caserna confirmadas por professores universitários enche a malta de gozo e confirma as suas suspeitas. "Porque o povo não se deixa enganar, estão a ouvir?"
P.S. Desculpem não ter incluído a célebre Mizé Morgado na lista dos que carecem (perdoem a publicidade não paga) de Pepsodent. Ela, sem ser juiz, é a nossa Baltazar Garzón, uma vez que não temos juízes com o mesmo protagonismo daquele. Não incluí porque faz parte da sua profissão andar à caça de corruptos. É pena que salive cada vez que vai à televisão falar de corrupção. E o olhar pintado de preto dá um toque surrealista ao discurso salivar....
E a propósito : se a Mizé é a nossa Baltasar Garzón porque carga de água se gastam munições tão pesadas no processo "Apito Dourado" ? É essa a nossa grande corrupção ? Uff !!!! Estou mais descansado.
P.S.(linha) E o campeão Saldanha Sanches que desatou a disparar sobre os seus pares porque o chumbaram no concurso para professor catedrático !!! Parece que até um colega ou outro lhe tinha garantido o seu voto de aprovação mesmo antes da prestação de provas. "CORRUPÇÃO !!!" gritaria o próprio se o caso não fosse seu; favores comprados ou trocados, certamente. Cheirar-lhe-ia a esturro. Mas como era ele, o "corruptor activo", ainda exigiu o cumprimento da promessa de aprovação, ou melhor, pôs em dúvida que a promessa tivesse sido cumprida pelo "corrompido" (o sistema de aprovação no concurso é secreto e funciona em regime de bolas brancas e pretas). Descaramento !!!
Habituado a lavar a roupa suja em público, fez saber que os seus pares o tinham chumbado no concurso por medo da concorrência no competitivo mundo da emissão de pareceres de jurisconsultos. Descarado, sem vergonha !!
Enfim !!! Não sei se foi injustiça. Não tenho conhecimentos ou informação suficiente para avaliar. Mas se foi, há esperança de que tanta exposição raivosa tenha cobrado o seu preço. Não posso deixar de me sentir vingado. É feio querer o mal dos outros mas..., é a vida meu caro SS.
O respeito pelos políticos
quinta-feira, 12 de julho de 2007
TURQUIA
quinta-feira, 5 de julho de 2007
A mama deve ser gorda
O Mega Ferreira, por exemplo, é um excelente exemplar daquela tese. Ligado ao PS e com um percurso de jornalista/ensaísta, chegou ao cargo que ocupa no Centro Cultural de Belém (CCB) sem surpresa para ninguém. Imprevistamente, porém, o homem chocou com o ego do Berardo e não deu conta dos estragos que isso lhe provocou. Foi contratado para gerir aquela casa mas a meio do mandato, tiraram-lhe uma fatia do bolo. Claro que não gostou. Quem gostaria ? Parece que discordou (disse ele) da instalação do Museu da Colecção Berardo no CCB. Mas para evitar inconvenientes para os seus amigos do Governo que o haviam nomeado, não levantou ondas. Aceitou, até, ser presidente da comissão instaladora do museu por convite do Berardo. O Berardo é um grosso; toda a gente vê. E, vai daí, na véspera da inauguração o Mega resolveu evidenciar o seu desagrado pela ideia. Recusou hastear bandeirinhas alusivas ao museu Berardo no CCB.
Não sei se a ideia do Berardo nos vender o que coleccionou é ou não boa ou se o Estado faz ou não um bom negócio com o Berardo. O Mega pelo menos acha que a instalação do Museu ali foi uma péssima ideia. Já o disse e talvez tenha razão. Mas agora que já fez o favor de não levantar ondas aos seus amigos, silenciando o seu desagrado e permitindo que fosse àvante a ideia de que discordava, parece que seria altura de bater com a porta.
Em situação normal já lhe teriam posto os patins porque não se pode recusar as bandeirinhas ao Berardo, criando meio sururu no dia da inauguração. É que o Berardo, impante de grana e grosso como é, imediatamente lhe mostrou quem manda. Não foi edificante e pensei que o Mega, só com meio CCB para administrar e já livre para tomar as atitudes que entendesse, pois já não sobrava dúvida sobre a sua oposição à instalação do Museu, acabaria por pedir a demissão. Mas a mama deve ser suficientemente gorda para poder engolir o sapo.
P.S. Declaração de interesses : "nada tenho contra mamas gordas".
quinta-feira, 28 de junho de 2007

terça-feira, 26 de junho de 2007
Algumas curiosidades
segunda-feira, 25 de junho de 2007
A histeria anti-tabágica.
sexta-feira, 22 de junho de 2007
O TÚNEL.
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: tás aí?
guillermo diz: sim
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: abri um blog há dois dias
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: estou escrevendo a minha segunda mensagem
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas não sei como podes aceder
guillermo diz: sim, e quem o vai ler?
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: para já é a minha memória
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas os meus amigos podem ler e comentar se quiserem
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: tem o seguinte título : "Conservador e Céptico"
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: penso que se consegue entrar procurando em Blogger e presumo que haverá um campo em que se escreva o título do blog
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: ou Blogger Conservador e Céptico logo de início no google
guillermo diz: essas memorias podem ter interesse para quem não te conheça
guillermo diz: se eu escrevesse alguma coisa sobre mim, ias ler?
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: ninguém é obrigado a ler meu caro
guillermo diz: não respondeste
guillermo diz: ou sim?
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: sabes que depende daquilo sobre que escreveres
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: eu hoje escolhi um assunto
guillermo diz: não, eu não tenho blog
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: O Túnel do Marquês. Passei lá ontem pela primeira vez à hora de ponta e entre a Fontes Pereira de Melo e o viaduto Duarte Pacheco levei um minuto
guillermo diz: é foi uma obra muito boa para levar mais carros para dentro da cidade em pouco tempo
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: é o comentário típico de um derrotista
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: nada te satisfaz?
guillermo diz: Eu também entrei pelo túnel na Terça Feira para ir dar baixa à matrícula da moto que me roubaram ha 4 anos e da qual agora me querem cobrar o imposto de selo,
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: cobrar o imposto de selo?
guillermo diz: Cheguei ao Campo Pequeno ás 11.oohs e ate arranjar un lugar onde deixar o carro estive parado en segunda fila 15 min
guillermo diz: Não, o selo do imv
guillermo diz: então fui tirar a senha, tinha 93 pessoas a frente
guillermo diz: quando cheguei ao pé do carro tinha sido multado pelos putos da EMEL, 30 Euros
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas o Campo Pequeno tem um belíssimo estacionamento. Só se ainda não abriu
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: então querias estacionar sem pagar
guillermo diz: Depois fui ao Martim Moniz e voltei as tres da tarde e a minha senha tinha passado, mas para chegar perto tive que atravessar a Av que esta farpada com risco de morte.
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas o pagamento do estacionamento é uma forma de desincentivar as pessoas a trazerem o carro para Lisboa
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: pensei que era essa a tua política
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: e se calhar querias portagens à porta de Lx
guillermo diz: Afinal não fiz nada, mas sai da cidade depois, ao chegar ao túnel, em 2 min. Foi muito bom!!!
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: não te entendo, rapaz
guillermo diz: NÂO HAVIA ESTACIONAMENTO NUM RAIO DE KILÓMETROS !!! NEM A PAGAR NEM DE BORLA, FIQUEI EM SEGUNDA FILA
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: se há coisa que temos sorte é poder ir a Lisboa fora das horas de ponta
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: penso que tenhas ido a Direcção Geral de Viação
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: por acaso tive que ir lá levantar a minha carta e não tive qq problema quer de estacionamento quer do serviço. Claro que esperei uma hora ou mais para ser atendido. Mas aproveitei e fui comprar o jornal e comer qq coisa
guillermo diz: SIM, O QUE EU DIGO É QUE ANTES DE FAZER O TÚNEL, QUE ACHO MUITO BEM, DEVIAM TER PENSADO CENTRALIZAR TODOS OS SERVIÇOS DO ESTADO EM ALGUM LUGAR DECENTE, PENSAR ONDE IAM POR OS CARROS E COMO IA A SER A CIRCULAÇÃO, ETC ETC. AQUILO FOI OBRA DE DEMAGOGO!!!
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas tu és um pouco confuso
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: primeiro dizes que o túnel está muito bem (espero que não seja o estilo arquitectónico) e depois dizes que é obra de demagogo
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: decide-te
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: no meu artigo gozo com o teu amigo Dom ZÉ lo Sá Fernandes
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: o rapaz agora vem dizer que não foi este o túnel que ele embargou
guillermo diz: uMA TRISTEZA, DE CADA VEZ QUE VOU A LISBOA VENHO TRISTE E DESILUDIDO, TANTOS ANOS PERDIDOS, TANTO DESPERDICIO, TANTA INCOMPETENCIA, TANTA OBRA OBRA SEM NEXO, SEM ARTICULAÇAO, DESENCAIXADA DE QUALQUER IDEIA GERAL DE COMO QUEREM QUE A CIDADE SEJA. LISBOA DÁ PENA, É SÓ BURACOS, CONFISSÃO, CASAS A CAIR POR ACABAR A COMER O ORÇAMENTO DA CAMARA, EMFIM, ENGARRAFAMENTOS, CARROS EN CIMA DOS PASSEIOS, MAS TEMOS O TÚNEL!!!
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: O ZÉ faz tanta falta como uma viola num enterro
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas infelizmente os lisboetas ainda lhe vão aumentar a votação
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: dizem
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: vergonha
guillermo diz: (Perdi O comentário)
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: meu Deus !! como estás descrente e amargurado
guillermo diz: SABES SE EU POR TER AS CASAS NO cARMO POSSO VOTAR?
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: essa é uma das facetas mais embirrantes dos portugueses e tu aprendeste a assumi-la com genuinidade
guillermo diz: No outro dia pensei numa fórmula para melhorar a democracia, deviamos votar em duas pessoas. Uma, a que se quer para o lugar e, outra, na que não se quer de todo, e depois fazer um prorrateio
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: os meus parabéns. És um português de primeira
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: é o fado. O eterno desgosto de ser português
guillermo diz: Embirrantes para ti, que não queres que ninguem te estrague a visão complacente que tens de tudo
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: só te falta a saudade da terrinha
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: claro que a tens mas não é desta
guillermo diz: tenho o que?
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: saudade
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: da terrinha
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: uma choradeira nacional, é o que é
guillermo diz: Não tenho saudades da terrinha, não. Tenho pena das pessoas
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: prefiro uma visão complacente a uma pose de estadista de quem se estivesse lá tudo faria bem e diferente
guillermo diz: inclindo-me a mim primeiro
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: a corrupção, os erros, os estúpidos que só fazem asneiras
guillermo diz: Ninguém pode fazer nada porque somos todos nos
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: tudo isso começa justamente a seguir à tua mesinha de café
guillermo diz: o ser humano é desprezivel, e por isso está em vias de extinção
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: normalmente só os que fazem parte da conversa é que são competentes, preocupados, honestos.....e sei lá que outras qualidades
guillermo diz: bom mudando de assunto amanhã vamos à Zambujeira. Vais estar por Odeceixe?
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: é essa atitude que eu chamo de embirrante mas é uma forma eufemística e dócil de falar
guillermo diz: Olha que quem abriu o blog foste tu!!!
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: e o que tem isso a ver?
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: como sabes sou complacente
guillermo diz: e quem começou a conversa do túnel, para mostrar a posição foste tu
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: não abri um blog para alinhar na choradeira nacional. Disso podes estar descansado
guillermo diz: Tu é que estás mais interessado em fazer conversa de política a toda hora
guillermo diz: Precisas talvez disso para afirmar a tua diferença
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: como sabes ter opinião não é um pecado. Pecado é viver sempre insatisfeito como quem tem uma atitude na vida
guillermo diz: Mas o optimismo irresponsável também não é solução para mim
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: claro
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: é essa a grande motivação da choradeira
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: querer parecer responsável
guillermo diz: eu não ando só na choradeira, também faço coisas e contribuo
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: é um concurso nacional com o seguinte lema : " quem conseguir dizer pior e for mais pessimista é o mais inteligente"
guillermo diz: mas fazer pouco dos que se queixam quando se tem uma vida abastada também não parece muito bem
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: faltava atirar-me à cara que não faço nada
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: aí de facto ganhas
guillermo diz: eu cá deste lado estou a rir, e tu?
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas tb de facto não era isso que discutíamos
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: parece golpe baixo
guillermo diz: tudo tem a ver
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: não te fica bem
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: eu choro
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas choro quando as coisas merecem choro
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: não faço disso atitude
guillermo diz: o merecer é muito subjetivo miguel, isso a ti te custa entender
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: claro que custa.
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: é de facto subjectivo
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas deixa de ser subjectivo quando passa a atitude
guillermo diz: não deixa não, desculpa
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: parece que o choro é que importa. O choro sistemático tira sentido à subjectividade
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: se todos se queixam de tudo, onde fica espaço para essa tal subjectividade ?
guillermo diz: não vejo aassim, tu deves pensar que nós estamos sempre a chorar porque puxas sempre a conversa nesse sentido
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: meu Deus
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: eu falei no túnel como uma coisa boa, ie, sem choro
guillermo diz: provocas esses comentarios porque te colocas sempre na posição do irreverente
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas logo as tuas lágrimas inundaram o texto
guillermo diz: as minhas lágrimas são para te tirar a areia dos olhos
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: se tiveres oportunidade de ir lá atrás aprecia a tua crítica ao mundo , à cidade e por fim, quando há pouco disseste que o homem se encaminha para o seu fim autodestruindo-se, foi o clímax do tema. É um pouco patético
guillermo diz: caíste na conversa da obra útil e emblemática, quando isso é supérfluo
guillermo diz: Não é patético, talvez tu não consigas ainda decifrar os sinais do tempo
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: claro que tudo é inútil quando o que se pretende é uma sociedade perfeita, inatingível e que pedir algo próximo da perfeição num determinado estado de desenvolvimento e com alguns erros à mistura (reconheço) não é realista e, portanto, é totalmente irrealizável
guillermo diz: mas é verdade, ou achas tu que Lisboa é a melhor cidade do mundo, que não ha melhores, outras onde se viva melhor?
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: claro que há
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas o nível de riqueza do país( e alguns erros cometidos tb não ajudaram) não permite muito mais
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: mas não ver os lados positivos quando os há, é que faz parte do quadro com que eu embirro
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: os sinais dos tempos a que te referes irão passar de moda, meu caro
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: há coisas definitivas e outras passageiras e falemos apenas em tese
guillermo diz: Espero sinceramente que sim, sobretudo agora que amo o Francisco
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: isso certamente dá força
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: é uma realização de que te deves orgulhar
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: vou ver o Expresso da Meia Noite
miguel.rosa.estoril@clix.pt diz: se for a Odeceixe será no princípio de Agosto