quarta-feira, 20 de junho de 2007

Quarta feira, 20 de Junho de 2007


Meu Deus ! Apesar de conservador aqui me lanço. Dei em Blogueiro e o meu padrinho foi JPP. Acedi ao Blogger, usando um link do Abrupto. Parece-me uma boa ferramenta para uma pessoa desocupada. Veremos.


Sei que vou ter uma pequena dificuldade : não sei se vou conseguir entrar nesta página de novo. Ou melhor : se tão cedo e sem ajuda me vou encontrar.


Li o artigo do Bell e (?)... sobre os problemas do registo informático das memórias de cada um (seu estado actual e futuro), sugerido hoje pelo JPP no seu Blog e, como sempre me tenho preocupado com o registo das minhas memórias para poder conversar sobre elas (que é para isso que servem as memórias), resolvi criar este Conservador e Céptico. A minha ferramenta tem sido o telemóvel mas a memória é pequenina e perde-se muito tempo a dactilografar (ou a dêdar).
"Tou" crescendo, viram ? Até namorada eu arrumei por internet...


Céptico como eu só, lembro-me de não acreditar que a internet pudesse transformar os indivíduos para melhor; tornar as massas cultas. De certo poderia acelerar o mundo dos negócios, da ciência e de outros fins práticos. Mas isso não ajuda o indivíduo a transcender-se. É que a memória dos homens é curta e a quantidade de informação proporcionada por este meio é gigantesca, excessiva mesmo. Saber separar o trigo do joio, continua a ser a pedra de toque da cultura. Poderemos, até, ser muito "lidos". Mas ler, buscar informação técnica ou noticiosa não nos fará homens cultos. Sem critério, tanta informação conduz-nos à arrogância de pretender tudo saber.


Como obter critério, então, se é pelo critério que nos formamos e acedemos à sabedoria ? E sabemos que mais informação não significa necessariamente mais cultura. A sabedoria é também filha do bom senso, essa virtude em desgraça. O bom senso é coisa muito desvalorizada em época de crise moral em que uma opinião pode ser defendida pela mesma pessoa que, com aparente (ou real ?) convicção defende de seguida a opinião contrária. Não porque tenha mudado de opinião mas porque é divertido exercitar a verborreia. É uma espécie de masturbação intelectual. Ou simples desonestidade intelectual. O mundo está pós-moderno: a coerência não é mais um valor e a desonestidade intelectual adora esse estado de coisas. Mas creio que todos já alguma vez ouvimos esta frase célebre que reabilita o senso comum (outra forma de designar bom senso) : "o senso comum é menos comum do que se pensa". Já soube quem foi o autor mas foi-se-me da memória...

Enfim. muita conversa mas pouco resultado. Continuamos sem saber como obter o tal bom senso. Tanto mais que ele às vezes falha ao mais pintado. Foge-nos, coitado. Não creio que alguém saiba onde encontrá-lo. Ainda não se vende. É estranho falar sobre uma coisa que ignoramos o que seja em teoria. Mas às vezes reencontramo-nos com ele.



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